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Prefeitura analisa linha de crédito da Caixa para habitação e anuncia entrega de escrituras do Nova Aliança

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CEF disponibiliza empréstimo para o Município, o tema será discutido na próxima reunião do Conselho Municipal de Habitação

Mais uma opção para habitação e uma boa notícia para os 245 beneficiários do Nova Aliança I e II. A superintendente de filial, Alane Bristo Santini, que integra a equipe da Gerência de Governo da Caixa, apresentou o programa Pró-Moradia da instituição, que utiliza recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e tem como foco o atendimento de famílias em situação de vulnerabilidade social, com renda máxima de até três salários mínimos.

Trocando em miúdos, a Caixa Econômica Federal (CEF) disponibiliza o empréstimo para que o Município, por meio da Secretaria da Cidade (Semcid), possa desenvolver o programa habitacional próprio, cabendo também à gestão municipal a doação da área para a construção das casas ou apartamentos.

O prefeito Ari Lafin demonstrou interesse pela proposta e solicitou que esta pauta integre as discussões da próxima reunião do Conselho Municipal de Habitação. “Estamos atentos e focados em resolver nosso déficit habitacional”, destacou, lembrando que o Município atua em várias frentes para realizar o sonho da casa própria de muitas famílias.

Além da oferta de recursos para novos empreendimentos, o gerente da agência local, Eduardo Rheinner Faleiro, também anunciou para o próximo mês, por meio da parceria com a Prefeitura, a entrega das escrituras das 245 residências dos conjuntos habitacionais Nova Aliança I e II.

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O gerente explicou que as entregas serão feitas em lotes de 50 documentos e é indispensável a participação da Prefeitura neste processo de mobilização social. “Com a escritura em mãos, o proprietário deve solicitar a verificação da situação de cada imóvel, e, em estando ‘tudo quitado’, cabe a cada beneficiário fazer a desalienação do imóvel”, detalhou.

“Estamos a postos para, junto ao Departamento de Habitação, detalhar todo o processo e, com apoio de outras equipes, como a Ouvidoria, por exemplo, repassar a cada morador como será todo este trâmite”, prontificou-se a primeira-dama, e secretária de Assistência Social, Jucélia Ferro.

Também integraram a reunião o secretário da Cidade, Ednilson Oliveria; e o coordenador do Departamento de Habitação, Brendo Braga.

O que já está sendo feito na Habitação

Para famílias de extrema vulnerabilidade social, o Município firmou convênio junto ao Governo do Estado para a construção de 50 casas por meio do programa estadual SER Família Habitação. A viabilização destas 50 casas para Sorriso foi anunciada em julho de 2022. Em julho deste ano, foi assinado o decreto para oficializar o programa e dar início efetivo às obras.

Em Sorriso, as casas serão erguidas em uma área próxima ao Bairro União e serão destinadas a famílias de baixa renda. Pelas regras do programa, a renda mensal não poder ser superior a R$ 218,00 per capita, ou seja, uma família de cinco pessoas, não pode ter uma renda maior que R$ 1.090,00 por mês. Dentro deste universo, terão preferência as famílias com menor renda. Segundo a secretária de Assistência Social e presidente do Colegiado Estadual de Gestores Municipais de Assistência Social do Estado de Mato Grosso (Coegemas-MT), Jucélia Ferro, a renda mensal que antes era de R$ 100,00, passou para R$ 218,00 per capita, uma conquista do COEGEMAS.

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Além desta ação, voltada à famílias de baixa renda, a Prefeitura segue em busca de novos conjuntos habitacionais para o Município. Uma delas é a edificação de mil apartamentos para financiamento com subsídio, também em parceria com o Governo do Estado, e viabilizada por meio da MT PAR.

O Executivo Municipal também vem solicitando, junto ao Governo Federal, novos conjuntos habitacionais por meio do Minha Casa, Minha Vida, voltados à Faixa 1.

Há ainda o programa Municipal Habita Mais Sorriso, 100% municipal. Por meio dele, a Prefeitura concede uma série de incentivos fiscais, como a redução e até isenção de impostos para estimular a construção dos projetos habitacionais populares.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Curso é composto por 15 encontros, divididos em seis blocos temáticos

Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

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Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

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Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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