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Prefeito defende inclusão de Sorriso no traçado da Ferrovia de Integração Centro-Oeste

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O prefeito de Sorriso, Alei Fernandes, participou na última sexta-feira (27), em Água Boa, da audiência pública promovida pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) para debater os impactos e as oportunidades geradas pela Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico). Durante o encontro, Alei defendeu a alteração do traçado original da ferrovia para incluir o município de Sorriso no percurso.

Para o gestor, a produção agrícola da Capital Nacional do Agronegócio justifica, por si só, a revisão do projeto. “Sorriso lidera o ranking nacional de produção de grãos. Incluir o município no trajeto da ferrovia não é apenas estratégico, é necessário. Seremos um polo de escoamento que fortalecerá toda a cadeia logística do país”, destacou.

A audiência, de iniciativa do deputado estadual Dr. Eugênio (PSB), reuniu lideranças políticas, representantes do setor produtivo e técnicos da área para acompanhar o andamento das obras da ferrovia, que pelo traçado atual ligará Mara Rosa (GO) a Lucas do Rio Verde (MT), em um percurso de 888 quilômetros. Conforme dados apresentados, 39% da obra já foi executada, com entrega prevista para 2028.

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O gerente de regulação ferroviária da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Fernando Feitosa, garantiu que os trabalhos seguem dentro do cronograma. Ele explicou que a Fico aumentará a competitividade do agronegócio mato-grossense, atrairá indústrias e abrirá novos mercados internacionais com acesso facilitado a portos como Santos (SP), Itaqui (MA) e Vitória (ES).

O evento também contou com a presença do vice-governador Otaviano Pivetta; dos senadores Jayme Campos e Wellington Fagundes; dos deputados estaduais Wilson Santos e Baiano Filho; do secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia; e do secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo. A programação incluiu palestras técnicas ministradas por especialistas em logística e infraestrutura.

Para o prefeito, a inclusão de Sorriso no traçado é uma pauta que será defendida com empenho junto aos órgãos federais e estaduais. “Estamos nos posicionando com base na força da nossa produção e na contribuição que Sorriso pode dar para o desenvolvimento logístico do país”, finalizou Alei Fernandes.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Curso é composto por 15 encontros, divididos em seis blocos temáticos

Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

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Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

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Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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