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Justiça confirma que secretário não teve envolvimento no pagamento de colaboradores fantasmas

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Ednilson Oliveira foi o único réu não condenado no processo

O secretário da Cidade, Ednilson Oliveira, foi inocentado da ação de improbidade administrativa que vinha respondendo junto à 4.ª Vara Cível de Sorriso, por conta de um possível envolvimento no pagamento de colaboradores fantasmas por meio da cooperativa Coopervale, ainda em 2022.

Na sentença, todos os demais réus – Claudiney da Silva Oliveira, Valmir Tomé de Oliveira, Nazareno Araújo de Paula, Wesliane Garlindo Andrade, Sérgio Tidre Sales, Fabiano Aparecido Lourenço, e Loreane Rodrigues, foram condenados a ressarcir os valores desviados, no total de R$ 573.792,90. A pena também prevê perda de função pública, suspensão dos direitos políticos por 12 anos, pagamento de multa equivalente ao valor do dano e proibição de contratar com o poder público pelo mesmo período.

Claudiney Oliveira, que era servidor de carreira, concursado no cargo de Fiscal de Uso do Solo e Meio Ambiente, foi também punido pela Administração Municipal de Sorriso, com sua demissão no dia 2 de maio de 2023, a partir do Processo Administrativo Disciplinar (PAD) 008/2022, instaurado ainda em maio de 2022. Neste período, o servidor permaneceu afastado de suas funções.

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O secretário Ednilson, também servidor de carreira do Executivo Municipal, chegou a se afastar voluntariamente de suas funções, para facilitar o trabalho de investigação em maio de 2022, mas em janeiro deste ano, foi reconduzido à função, dado que as investigações conduzidas pelo Ministério Público, bem como a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) não apontaram envolvimento do secretário na prática.

No mesmo período, mas por outra situação, também pediu afastamento e foi devidamente reconduzido à função, o secretário de Saúde e Saneamento, Luís Fábio Marchioro. Na Saúde, a situação apontada pelo próprio Município, e igualmente denunciada ao Ministério Público, era o pagamento indevido de procedimentos de saúde. Da mesma forma, tanto MP, quanto o Legislativo, entenderam que os secretários não tiveram relação com as fraudes.

“Assim que tomei conhecimento do que vinha sendo praticado, imediatamente notifiquei as autoridades competentes e, inclusive, também apontei a falsificação de minha assinatura”, destacou Ednilson, complementando que o ocorrido deve tornar ainda mais eficazes os métodos de fiscalização no Executivo Municipal. “Foi um período muito difícil, mas sempre acreditei na Justiça, por isso retornei à função de secretário para seguir contribuindo com o desenvolvimento de nossa cidade”.

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Para o prefeito Ari Lafin, a sentença vem reforçar que a transparência é a melhor forma de se trabalhar na gestão pública. “Cientes do nosso compromisso com a população, a própria Administração Municipal procurou o Ministério Público para apresentar as situações postas, assim como também contribuímos para as investigações, tanto do MP, quanto da Câmara”, afirmou, lamentando a ocorrência das duas situações. “É claro que estamos satisfeitos com mais este resultado, que, mais uma vez prova a idoneidade do secretário, mas como gestor, não há como não lamentar que pessoas ainda busquem formas de burlar sistemas para obter vantagens ilícitas”.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Curso é composto por 15 encontros, divididos em seis blocos temáticos

Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

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Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

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Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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