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Em Cuiabá, representantes de Sorriso buscam implantação de pedágio social para moradores de Jonas Pinheiro

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Moradores percorrem em torno de 20 quilômetros, mas continuam pagam pedágio “cheio”

O Secretário de Agricultura Familiar e Segurança Alimentar (Semasa), Marlon Zanella e o vereador Chico da Zona Leste, se reuniram nesta manhã (25), em Cuiabá, com o gerente de Comunicação e Relações Instituições da Nova Rota do Oeste, Roberto Madureira, para reiterar o pedido de implantação do pedágio social para moradores do Assentamento Jonas Pinheiro, distante cerca de 20 quilômetros do perímetro urbano de Sorriso.

O assunto que já havia sido debatido, em fevereiro deste ano, com diretor geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), foi retomado diante da troca do controle acionário da BR-163.

Desde o início de maio, a concessão de 850,9 quilômetros da rodovia federal está sob responsabilidade da MT Par, empresa de sociedade mista do Governo de Mato Grosso.

Ao defender a concessão do benefício, Zanella argumentou que o assentamento é um dos maiores fornecedores de frutas, verduras, entre outros alimentos, oriundos da agricultura familiar e de que a cobrança de pedágio acaba onerando os custos de produção.

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“São aproximadamente 247 famílias que estão pagando uma tarifa “cheia”, mas que na verdade rodam menos de 20 quilômetros para chegar na cidade. Dependendo do meio de locomoção, o produtor precisa fazer duas ou mais viagens por dia ao custo de R$ 8,20 por cada passagem na praça de pedágio”, contextualizou ao pontuar que a agenda atendeu a uma solicitação do prefeito Ari Lafin.

“Saímos da sala de reunião com o compromisso de que o assunto será discutido pelo órgão. Sabemos que é um tema novo e complexo, assim como entendemos que se houver boa vontade, podemos chegar a um denominador comum, qual seja a isenção ou a redução do valor cobrado pela concessionária”, avalia Zanella.

“Realmente é um tema novo e precisa ser melhor estudado. Diante da provocação do secretário e do vereador, vamos fazer uma consulta junto ao órgão regulador (ANTT) e, em seguida, avaliarmos quais medidas podem ser adotadas”, complementou Madureira.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Curso é composto por 15 encontros, divididos em seis blocos temáticos

Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

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Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

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Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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