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BR-163 pauta reunião entre Executivo e OAB

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Momento foi de celebrar e planejar atuação nesta nova fase, em que rodovia está sob a responsabilidade do Governo de MT

“Estamos felizes e seguimos atentos”. A fala é do prefeito Ari Lafin e este foi o tom da reunião, na manhã desta terça-feira (16 de maio) entre representantes do Executivo Municipal e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

A pauta? A concessão da BR-163, oficialmente assumida pelo Governo de Mato Grosso no início do mês. Com a pactuação, a MT-PAR, se tornou acionista majoritária da Nova Rota e a previsão de investimentos nos próximos dois anos é de R$ 1,6 bilhão. A MT PAR é uma sociedade anônima de economia mista e capital fechado, que tem como sócio majoritário o Governo de Mato Grosso.

“Agora, seguimos atentos, acompanhando o processo e continuamos com reuniões com a MT PAR e a ANTT [a Agência Nacional de Transportes Terrestres]”, destaca o presidente da OAB Sorriso, Fernando Mascarello, reforçando que a retomada das obras, e posterior duplicação da via, é fundamental para o desenvolvimento econômico e, principalmente, para a preservação de vidas.

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Entre as tarefas, a partir de agora, avaliar, estrutura a estrutura, o Programa de Exploração da Rodovia, o PER. A intenção é poder participar do processo de planejamento acerca de “como vai ser” a tão sonhada duplicação da BR-163, assim como se dará a implantação de todas as estruturas que vão permitir a interligação dos núcleos urbanos à rodovia.

Durante o encontro, o prefeito Ari Lafin anunciou que, dentro dos próximos 15 dias, representantes da Nova Rota devem percorrer os maiores municípios ao longo da 163, partilhando assim este planejamento. Para o prefeito, a avaliação junto à comunidade de como vai se dar este processo é fundamental.

“Hoje, por exemplo, estamos celebrando esta conquista junto aos representantes da OAB, que, dentro do Condess [o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social], assumiram essa responsabilidade e tanto contribuíram para que este processo se tornasse realidade”, destacou o prefeito.

Participaram da reunião, além do prefeito e do presidente da OAB, a também advogada e conselheira da Ordem, Claudia Pereira Braga Negrão; o vice-prefeito Gerson Bicego; a secretária de Assistência Social e primeira-dama de Sorriso, Jucélia Ferro; os secretários Cláudio Oliveira (Desenvolvimento Econômico); Ednilson Oliveira (Cidade); Hilton Polesello (Governo); Ivan Oliveira (adjunto de Governo); José Carlos Moura (Segurança Pública, Trânsito e Defesa Civil); Milton Geller (Obras e Serviços Públicos); Sérgio Kocová (Fazenda); e o assessor jurídico Daniel Melo.

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Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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Sorriso

Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Curso é composto por 15 encontros, divididos em seis blocos temáticos

Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

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Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

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Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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