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Prefeitura de Sinop orienta população sobre cuidados com caramujos africanos durante o período chuvoso

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A Prefeitura de Sinop, por meio do Centro de Combate às Endemias, vinculado à Secretaria de Saúde, orienta a população sobre os cuidados necessários para evitar a proliferação do caramujo africano, espécie invasora que encontra no período chuvoso condições favoráveis para reprodução. O aumento da umidade e da vegetação cria ambiente propício para o abrigo e a alimentação desses moluscos, o que amplia o risco de presença nos quintais e terrenos baldios.

Além de causar impactos ambientais, o caramujo africano pode representar risco à saúde pública quando infectado por parasitas. A espécie difere do caramujo nativo por apresentar concha mais escura, borda afiada e extremidade pontuda. Já o caramujo nativo possui concha mais clara e formato arredondado. A identificação correta é essencial para que a população adote as medidas adequadas de controle.

O médico veterinário do Centro de Combate às Endemias de Sinop, Joacyr Oliveira, explicou que o período chuvoso favorece diretamente a reprodução da espécie. “As chuvas aumentam a vegetação, então o caramujo depende de alimento e abrigo para sobreviver. Como há abundância de alimentação na época de chuvas, com o aumento da vegetação, ele se multiplica mais rapidamente. Os caramujos podem transmitir doenças e as principais são a meningite eosinofílica e a angiostrongilíase abdominal”, afirmou.

O especialista alertou que a transmissão ocorre por meio de parasitas presentes no muco do animal e reforçou a necessidade de evitar o contato direto. “Ambas são transmitidas através do muco que esses caramujos possuem. A contaminação ocorre ao consumir alimentos que estejam com esse muco ou também pelo contato direto com esses caramujos”, explicou.

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Segundo o profissional, a limpeza dos quintais e terrenos representa uma das principais medidas de prevenção. A retirada de entulhos, restos de vegetação e materiais que possam servir de abrigo reduz as condições favoráveis à reprodução. “Os caramujos necessitam de abrigo e alimento, então limpar os terrenos para que não haja crescimento de vegetação é um bom início para evitar a multiplicação dos caramujos. Limpar os terrenos de entulhos e manter a vegetação controlada é uma boa maneira de evitar a multiplicação”, destacou.

O método mais recomendado para o controle é a catação manual, realizada com segurança e proteção adequada. “O método de controle mais barato e mais ambiental que existe é a catação. Ela deve ser feita principalmente no horário da noite, porque trata-se de um animal que tem hábitos noturnos. Para fazer a catação, deve-se usar luvas ou sacolas plásticas, evitando assim o contato direto com o caramujo”, reforçou.

Após a coleta, o descarte correto é fundamental para impedir a sobrevivência e a reprodução dos moluscos. “Deve ser feito um buraco na terra e usada cal virgem, colocada no fundo, e esses caramujos devem ser depositados dentro, com outra camada de cal por cima e depois cobertos com terra. Isso deve ser feito diariamente. As pessoas não devem utilizar sal para fazer controle e também devem evitar iscas que normalmente contêm metais pesados”, orientou.

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O médico veterinário também destacou que a responsabilidade pela limpeza dos terrenos é essencial para o controle da espécie e para a proteção da saúde coletiva. “É importante conscientizar todos os moradores que a limpeza de quintais e terrenos baldios é função do proprietário. Ele é responsável por esses espaços e também acaba sendo responsável pela multiplicação dessa espécie, porque, se mantiver os terrenos limpos, essa multiplicação não ocorrerá”, pontuou.

Outro ponto de atenção é o risco indireto causado pelas conchas abandonadas. “Se você utilizar algum produto para matar esses caramujos e eles morrerem dentro da concha, a concha pode acumular água e ajudar até na multiplicação de mosquitos, como o da dengue e da chikungunya, causando assim outras doenças”, alertou.

O profissional reforçou que a colaboração da população é essencial para o controle do caramujo africano e para a prevenção de doenças. A adoção de medidas simples, como a limpeza regular dos quintais, a eliminação de entulhos e o manejo correto dos animais coletados, contribui para reduzir riscos e proteger a saúde pública em todo o município.

Fonte: Assessoria de Comunicação
Autor: Jhayne Lima

Fonte: Prefeitura de Sinop – MT

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Programação do VIII SIMAMCA encerra hoje (13) em Sinop com debates sobre conservação ambiental e ciência cidadã

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A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e em parceria com instituições de ensino e pesquisa, acompanha, hoje (13), o encerramento da programação do VIII Simpósio da Amazônia Meridional em Ciências Ambientais (SIMAMCA).

Com o tema “Conexões Amazônicas: Ciência, Biodiversidade e Sustentabilidade”, o evento – considerado o maior da área em Mato Grosso – reuniu, ao longo da semana, pesquisadores, estudantes, gestores públicos e representantes de diversas instituições para discutir os desafios e as oportunidades relacionados ao desenvolvimento sustentável da Amazônia.

O encontro teve início na última quarta-feira (10), no Centro de Eventos Dante de Oliveira. Ao longo dos dias, foram promovidos debates sobre ciência, inovação, formação de recursos humanos, conservação ambiental, biodiversidade, mudanças climáticas, desenvolvimento regional, políticas públicas e integração entre instituições de pesquisa.

Para o coordenador do VIII SIMAMCA, Domingos Rodrigues, o evento tem papel estratégico. “Hoje o SIMAMCA é o maior evento de ciências ambientais do Estado de Mato Grosso. Cada ano ele tem uma temática diferente e, neste ano, trabalhamos as ‘Conexões Amazônicas’. Juntamos instituições que fazem pesquisa e formação de recursos humanos para fortalecer cada vez mais a região de Sinop com pesquisa de qualidade e expertise”, destacou.

Segundo ele, a posição estratégica de Sinop contribui para atrair pesquisadores e investimentos em ciência e tecnologia. “A região de Sinop, por essa pujança que tem, precisa cada vez mais unir a produção com a ciência e também com a tecnologia. O agronegócio é muito tecnológico e também depende das questões ambientais para manter sua produtividade”, acrescentou.

Cooperação científica

Entre os participantes da programação esteve o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Henrique Pereira, que destacou a relevância do simpósio para a integração científica na região amazônica. “O SIMAMCA é um seminário que abrange toda a região da Amazônia Meridional para o tema de ciências ambientais. Há uma forte relação entre essa temática, a região e a missão do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia”, afirmou.

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Além da participação no evento, o dirigente também cumpriu agenda voltada ao fortalecimento da cooperação técnica e científica entre o INPA e a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

O pesquisador do INPA, William Magnusson, ressaltou a importância da integração entre programas de pós-graduação e grupos de pesquisa. “Hoje em dia você não faz ciência individual. As mudanças no conhecimento vêm do trabalho em conjunto com muitas pessoas e pesquisadores de áreas diferentes. É só quando as pessoas comuns têm essas informações em mãos que a ciência, ou a atuação da ciência, vai avançar”, pontuou.

Último dia da programação

A programação deste sábado (13) inicia com uma palestra sobre ciência cidadã na Amazônia, conduzida pela professora Dra. Antonia do Socorro Pena da Gama, da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) e do Instituto SAPOPEMA. A apresentação abordará aprendizados, desafios e oportunidades para a participação da sociedade na produção do conhecimento científico.

Na sequência, o professor Dr. Fabio de Oliveira Roque, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), discutirá a inclusão interseccional como princípio para programas de pesquisa em biodiversidade.

Outro destaque da manhã será a mesa-redonda voltada às ações de conservação na Amazônia, reunindo representantes de organizações, universidades e órgãos ambientais. O debate abordará experiências relacionadas à Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt, iniciativas de conservação e desenvolvimento sustentável promovidas pelo Imazon, os desafios das unidades de conservação da Amazônia Legal e as estratégias adotadas pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT) para fortalecer áreas protegidas na Amazônia mato-grossense.

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Especialistas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) apresentarão discussões sobre financiamento da pesquisa científica, biodiversidade, serviços ecossistêmicos e políticas públicas voltadas à ciência e à inovação.

Durante a tarde, a programação seguirá com uma mesa-redonda dedicada à relação entre conservação ambiental e turismo sustentável. Pesquisadores e especialistas da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Mato Grosso (Sebrae-MT) e do Escritório Nacional das Florestas (ONF) discutirão temas como observação de aves, utilização de borboletas e herpetofauna no ecoturismo, conservação de mamíferos amazônicos, biodiversidade e estratégias para fortalecer o turismo sustentável como ferramenta de desenvolvimento regional.

A última mesa-redonda do simpósio será dedicada aos povos originários, abordando a proteção dos territórios indígenas, os saberes tradicionais e a justiça socioambiental. O debate contará com representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (FEPOIMT), da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI), além de lideranças dos povos Kuikuro e Rikbaktsa.

Fonte: Assessoria de Comunicação
Autor: Weslley Mtchaell

Fonte: Prefeitura de Sinop – MT

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