Rondonópolis

Novo Centro Comercial é um marco do saneamento no município, diz Paulo José

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Foi inaugurado nesta quinta feira (23) o novo Centro de Atendimento Comercial do Sanear, localizado na avenida Dom Pedro II. O evento reuniu centenas de pessoas, com a participação de várias lideranças públicas e privadas. O ato marcou também a inauguração da decoração luminosa alusiva ao natal e ao aniversário de 70 anos de Rondonópolis.

“Este novo Centro Comercial agrega o que há de mais moderno em termos de arquitetura e tecnologia, sinalizando um novo momento na história do saneamento. É também um presente que damos à população de Rondonópolis”, disse o presidente do Sanear, Paulo José Correia.

Paulo José fez um relato dos investimentos nos últimos anos, destacando a ampliação dos sistemas de água e esgoto e a universalização dos serviços de saneamento em Rondonópolis. “Avançamos 70 anos em sete. Hoje recebemos prêmios e temos o melhor saneamento do Centro Oeste”, ressaltou.

O prefeito José Carlos do Pátio lembrou que, além de recursos próprios, as conquistas foram possíveis graças as parcerias firmadas nas primeiras gestões do presidente Lula e da ex-presidente Dilma Rousseff. Segundo ele, o trabalho conjunto permitiu melhorar os serviços prestados à população. “Hoje os serviços mais bem avaliados pela população são prestados pelo Poder Público”, disse ele citando o saneamento, o transporte coletivo, e as redes municipais de saúde e Educação.

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A cerimônia também teve a participação do senador Wellington Fagundes, do vice-prefeito, Aylon Arruda, do presidente da Câmara, Júnior Mendonça, vereadores, secretários e presidentes de entidades da sociedade civil representando o comércio, a indústria, o movimento comunitário e partidos políticos.

ESTRUTURA
O novo Centro Comercial começará a atender o público na próxima segunda-feira (27). Ele tem dois pavimentos totalizando 1.810 metros² de área construída. Por fora ela chama a atenção pelo arrojo da fachada espelhada, contrastando ao fundo com velha Caixa d’Água – que tem um valor simbólico e foi preservada como uma homenagem aos rondonopolitanos.

O impacto positivo é ainda maior do lado de dentro. O térreo conta com um amplo salão de atendimento, com área de espera e guichês estrategicamente posicionados. Há também salas para a assistência social e correspondente bancário. Na parte superior destaque para o setor de atendimento virtual com call center, atendimento via whatsapp, site e também a Ouvidoria.

A nova sede conta também com salas de múltiplo uso, uma central de processamento de dados e, em breve, terá um museu onde os visitantes terão acesso a objetos e detalhes da história do Sanear registrados no livro ‘Memorial do Saneamento de Rondonópolis’, de autoria dos escritores Ailon do Carmo e Hermélio Silva – também apresentado ao público durante a inauguração.

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“Esse novo espaço oferece mais conforto e praticidade para clientes e colaboradores. Ele foi construído pensando no futuro, mas também valoriza a história do município e das pessoas que ajudaram a tornar o saneamento de Rondonópolis uma referência para o país”, disse a diretora administrativo-financeira do Sanear, Antonieta Garcete de Almeida.

Fonte: Prefeitura de Rondonópolis – MT

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Rondonópolis

Noite de autógrafos do livro “Entre o medo e a palavra”, de Janete Oliveira de Carvalho, movimenta Rachid Mamed na próxima sexta-feira (25)

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Ao levar pessoas para dentro da biblioteca para usufruírem dos mais diversos tipos de linguagens artísticas, preenche-se esse equipamento cultural de vida e multiplica-se o conhecimento nas suas mais diversas formas. Essa é a opinião do secretário adjunto de Cultura e Juventude, Jeth Wilson Figueiredo, quando se refere ao lançamento da obra de autoficção de Janete Oliveira de Carvalho, que acontece na próxima sexta-feira (25), às 19h, na Biblioteca Rachid Mamed.

Jeth salienta ainda que a iniciativa faz parte do Projeto Biblioteca Viva, que acredita que a cultura não está longe, mas perto e dentro da comunidade, podendo ser sorvida e produzida pelos próprios membros do grupo comunitário. “A biblioteca deve ser lugar de encontro, troca de ideias, manifestação, participação e formação cultural através da realização de uma programação vasta e intensa. Assim, por meio de ações como o lançamento do livro da Janete, buscamos incentivar a população a frequentar nossas bibliotecas e ter nesses espaços públicos locais de expressão e consumo de cultura nas suas variadas modalidades”, defende ele.

Registros feitos ao longo do tempo no papel, como se este fosse seu melhor amigo, foram transformados em uma obra literária em que a autora, com sensibilidade e maestria, aborda temas delicados, mas necessários, como abuso psicológico e físico na infância, além do silenciamento que perpetua a violência contra a criança.

A escrita como catarse foi seu refúgio durante um grande período, permitindo que Janete conseguisse processar memórias dolorosas. “Um dia, ao mostrar alguns textos para meu psicanalista, ele sugeriu que eu os publicasse. Acolhi a ideia e comecei a elaborar os escritos não mais apenas para desabafar, mas para dividi-los com as pessoas”, comenta ela.

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Tomando como linha mestra da trama a atitude insidiosa e invasiva por parte de quem deveria cuidar e proteger, mas, se aproveitando da autoridade e ascendência da qual era investido à época dos fatos, massacra e oprime o vulnerável e indefeso, a escritora tece a autoficção levando o leitor a um recinto pantanoso com uma atmosfera sombria onde se passam os acontecimentos, instigando-o a questionar títulos e papéis atribuídos mas, por vezes, não desempenhados, como paternidade e patriarcado.

Densa, a obra traz questões importantes e atuais sobre a fragilidade infantil diante a violência contra a criança, julgamento social e familiar, culpabilização, intimidação, vergonha e medo. A invalidação e a descredibilização da vítima, como mais um fardo a ser enfrentado, são outros aspectos desse contexto penoso retratado pela autora.

Residindo atualmente em Itanhaém (SP), onde já lançou o livro, a escritora, que é natural de Goiânia, declara que fazer a noite de autógrafos em Rondonópolis – cidade na qual morou de 1986 a 2007, formou sua família, construiu sua carreira como professora e sua vida pública – é uma prova de fogo, já que agora, por meio dessa obra, as pessoas vão ver quem é a verdadeira Janete, sem maquiagem.

“Quem me conhece em Rondonópolis tem uma imagem social e superficial sobre mim. Mas, depois de lerem o livro, todos vão me enxergar na intimidade, vão saber da bagagem e das marcas que carrego na alma”, manifesta a escritora.

Para Janete, falar sobre um tema tão delicado é fundamental para coibir que situações semelhantes aconteçam com outras pessoas. “Meu desejo, quando decidi publicar essa história, era que ela fosse uma ferramenta de libertação para aqueles, homens e mulheres, que tenham sido abusados psicológica e fisicamente. Acredito que a palavra é o início da cura. Ela liberta. Por isso, é preciso tocar nesse assunto, evitar sua naturalização e legitimar o discurso da vítima que, recorrentemente, é colocado em dúvida”, declara a autora.

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São 316 páginas em que Janete faz revelações e reflexões sobre a vulnerabilidade da criança, seu espaço e a voz que lhe é dada no seio familiar, abuso e tomada de consciência por parte da vítima e consequências na vida adulta, desmistificando tabus e destrinchando os nós desse novelo social que impactam os atingidos pela violência, encarando o assunto com a coragem, a força e a sabedoria daqueles que sofreram, mas sobreviveram.

Oportunidades como a que vai ocorrer na próxima sexta-feira estão abertas a entidades, produtores e fazedores de cultura que queiram expor seus trabalhos em um dos equipamentos culturais disponíveis na cidade.

Em Rondonópolis, há duas bibliotecas públicas que adotam o Projeto Biblioteca Viva, conforme ressalta Jeth: “Utilizamos essa concepção tanto na Rachid Mamed, que se encontra no Centro, quanto na Biblioteca Manoel Severino da Silva, que se localiza na Vila Operária. Ambas recebem aqueles que queiram fazer saraus, performances, apresentações, enfim, encontros cultuarais”.

Reservas para usar os espaços de uma das duas bibliotecas podem ser feitas presencialmente no Centro Cultural José Sobrinho, na Rua Barão do Rio Branco 2.650, Jardim Santa Luzia, entre a OAB e a UPA, ou através do e.mail [email protected].

A Biblioteca Rachid Mamed fica na Avenida Marechal Rondon 639, Centro.

Fonte: Prefeitura de Rondonópolis – MT

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