Lucas do Rio Verde

Fórum discute alternativas para o Saneamento Básico

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O diretor do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Lucas do Rio Verde, Mauricio Fossatti, participou, nesta quinta e sexta-feira (28 e 29), do “Fórum Regional sobre Saneamento – Rumo à universalização e sustentabilidade no
Mato Grosso”. O evento, organizando pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental de Mato Grosso (Abes MT), foi realizado em Cuiabá.

O fórum recebeu gestores municipais, debatedores e profissionais que são referências nos temas abordados, para que houvesse apresentação de ideias e soluções inovadoras de infraestrutura, que impactam diretamente na qualidade de vida da população.

“Esse encontro é importante para que os municípios falem como devemos evoluir no campo do saneamento. O Governo do Estado também quer participar do debate para simplificar o que puder e resolver esse assunto. Há muito a se fazer”, disse o economista Gesner Oliveira.

A palestrante, Juliana Almeida Dutra, levou em consideração o valor de cada real investido em saneamento e destacou que o evento tinha como objetivo esclarecer para as prefeituras, autarquias e órgãos, suas responsabilidades no assunto, fornecendo possibilidades de recursos que auxiliem na solução deste problema.

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“Muitos reclamam do custo do saneamento, mas não sabem que a cada um real investido em saneamento, principalmente em áreas de alta vulnerabilidade social e ambiental, gera R$ 29,19 em resultados sociais. O esgoto vai além de saúde e vida. Saneamento é muito mais e ele causa grandes impactos para a vida das pessoas no dia a dia”.

Em Lucas do Rio Verde, o saneamento básico faz parte das estratégias do Saae, onde o tratamento de água e esgoto está nas iniciativas amplas, garantindo o bem-estar e a qualidade de vida.

“Acredito que a nossa gestão tem investido e trabalhado arduamente em levar o melhor para os luverdenses. Atualmente, estamos com uma frente de obra para ampliação da rede de esgoto no município, onde a meta até o final do ano é de atender 53% da população e, no próximo ano, aumentar ainda mais. Em relação ao abastecimento de água, nós temos uma estrutura que atende mais de 30 mil imóveis com água 24 horas por dia em toda a cidade ”, conta o diretor da autarquia, Mauricio Fossatti.

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O evento contou com apoio da Aegea Saneamento, ARSEC, Ministério Público de Mato Grosso, NIESA, OAB MT, Tribunal de Contas de Mato Grosso.

Fonte: Prefeitura de Lucas do Rio Verde – MT

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Agricultores luverdenses participam de oficina para elaboração do Plano Municipal da Agricultura Familiar

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Agricultores familiares de diferentes comunidades, representantes do Sebrae, Empaer, Cooperativa Luverdense de Agricultores Familiares (Cooperlaf), Sicredi e demais instituições participaram, na manhã desta sexta-feira (4), da Oficina de Elaboração do Plano Municipal da Agricultura Familiar.

O encontro é uma das etapas para a construção do documento que irá estabelecer diretrizes e ações para o desenvolvimento da agricultura familiar em Lucas do Rio Verde. A elaboração do plano é precedida por um diagnóstico do setor no município e, nesta etapa, busca reunir produtores e demais atores para levantar demandas e propostas.

O prefeito Miguel Vaz participou da abertura da oficina e destacou a importância de ouvir os agricultores para definir os avanços que precisam ser colocados em prática.

“É um momento importante de colher as informações e as demandas. Já temos um diagnóstico de onde estamos e, agora, essa etapa é justamente para ouvir as demandas. Os cinco eixos vão colher essas informações, que depois serão avaliadas e encaminhadas para aprovação”, explicou.

(Foto: Ascom Prefeitura/Anderson Lippi)

O prefeito também ressaltou a necessidade de fortalecer a capacidade de geração de renda no campo, especialmente por meio da agregação de valor à produção.

“Como eu sempre costumo dizer, a agricultura familiar não pode só produzir; além de produzir, tem que ter rentabilidade. Uma das formas inteligentes é processar aquilo que é produzido lá, por meio da pequena agroindústria. Isso agrega valor à produção e fortalece a agricultura familiar”, ressaltou.

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Cinco eixos

Durante a oficina, os participantes trabalharam cinco eixos que nortearão a elaboração do plano: Sustentabilidade; Agregação de Valor e Comercialização; Assistência Técnica e Extensão Rural; Regularização Ambiental e Fundiária; e Governança e Controle Social.

De acordo com o secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Felipe Palis, a participação dos agricultores é fundamental para que o documento seja construído de forma democrática e alinhada à realidade do município.

“Daqui vão sair ideias e propostas para que a gente possa compilar e trazer para dentro do plano e, claro, pensar na agricultura familiar nos próximos 10, 20 ou 30 anos aqui no município”, destacou.

(Foto: Ascom Prefeitura/Anderson Lippi)

Felipe também lembrou que a agricultura familiar vem ampliando sua participação na economia local. “O agricultor já deixou de ser um agricultor de subsistência. Hoje, a gente chama o produtor da agricultura familiar de um empresário do campo. Ele vende na merenda escolar, está no comércio atacadista e varejista, participa dos programas de aquisição de alimentos e está se organizando em associações e cooperativas”, observou.

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Entre os temas que serão contemplados pelo plano estão a regularização fundiária das propriedades, a assistência técnica e extensão rural, a agroindustrialização, além de ações voltadas à comercialização e ao fortalecimento da produção.

A oficina foi conduzida pelo consultor do Sebrae, Carlos Eduardo Carvalho. Segundo o consultor, a participação dos agricultores é essencial para que o plano reflita as necessidades reais de quem está no campo.

“O objetivo é atender o produtor da melhor maneira possível, considerando os recursos disponibilizados pelos órgãos públicos. Esse levantamento envolve infraestrutura, logística, estradas, certificações, selos, agregação de valor e comercialização”, explicou.

Carlos avalia que o fortalecimento da agricultura familiar passa pelo equilíbrio entre os aspectos ambiental, econômico e social. “Tudo isso é feito para que essas famílias possam, de alguma maneira, ser sustentáveis no campo. A parte econômica também é um chamativo para a sucessão e a parte social é importante para que esses pequenos produtores possam permanecer no campo”, destacou.

A elaboração do plano também atende a uma exigência do Estado relacionada ao Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), e tem como principal objetivo estabelecer diretrizes que atendam às necessidades dos agricultores familiares do município.

Fonte: Prefeitura de Lucas do Rio Verde – MT

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