BRASIL
Zoológico de Brasília: um refúgio de biodiversidade e conhecimento no coração do Cerrado
Publicado em
4 de setembro de 2024por
Da Redação

O Zoológico de Brasília, fundado em 6 de dezembro de 1957, antes mesmo da inauguração da capita federal , é muito mais do que um espaço de contemplação da fauna. Situado em uma área de 139 hectares, o zoológico se destaca como um refúgio da biodiversidade do Cerrado e um importante centro de conservação, educação ambiental e pesquisa. Com mais de 300 espécies de animais, o espaço é uma das principais atrações turísticas e educativas da capital federal, proporcionando experiências únicas para visitantes de todas as idades.
O zoológico abriga uma vasta gama de espécies, incluindo mamíferos, aves, répteis e anfíbios. Desde animais nativos do Cerrado, como o lobo-guará e o tamanduá-bandeira, até espécies de outros biomas, como o leão, a girafa e o elefante, o espaço oferece ao público a oportunidade de conhecer de perto a diversidade da fauna mundial.


Além disso, o zoológico também se dedica à conservação de espécies ameaçadas de extinção, realizando projetos de reprodução em cativeiro e participando de programas de reintrodução de animais na natureza.
Atrações para todos os gostos
Para além das visitas tradicionais, o Zoológico de Brasília conta com uma série de atrações que enriquecem a experiência dos visitantes. Uma das grandes estrelas é o Museu de Ciências Naturais, onde o público pode explorar exposições que abordam temas como evolução, biomas brasileiros e a importância da preservação ambiental. O museu oferece uma oportunidade única para que crianças e adultos aprendam de maneira interativa e lúdica sobre a história natural e os desafios atuais enfrentados pela biodiversidade.

Outra atração imperdível é o Borboletário, que reabriu recentemente para visitação após passar por uma revitalização. O espaço, único local do zoológico com visitas guiadas, permite aos visitantes conhecer 12 espécies diferentes de borboletas, além de aracnídeos e anfíbios. A novidade com a reabertura são os novos recintos para o bicho-pau-brasileiro e o australiano. As visitas ao borboletário são realizadas em grupos de 10 pessoas, incluindo crianças, e são divididas por três áreas: uma área fechada, uma de brejo e outra de mata aberta, proporcionando uma experiência educativa e imersiva.
Outra novidade que tem atraído a atenção é o tour virtual , que permite aos interessados explorar o zoológico e suas atrações de maneira remota.
Iniciativas de conservação e educação
A missão do Zoológico de Brasília vai além do entretenimento. Com um forte compromisso com a preservação da biodiversidade, o zoológico desenvolve diversas ações de conservação, como o cuidado de animais resgatados do tráfico ilegal e o apoio a projetos de reabilitação de espécies. A instituição também mantém programas de educação ambiental que visam sensibilizar o público sobre a importância de proteger a fauna e flora brasileiras.


Essas iniciativas são complementadas por parcerias com universidades e centros de pesquisa, que utilizam as instalações do zoológico para estudos científicos. Esse trabalho conjunto tem gerado resultados significativos, tanto em termos de conservação de espécies quanto no avanço do conhecimento científico sobre a biodiversidade do Cerrado e outros biomas brasileiros.
Lista completa de animais do Zoológico de Brasília
Aves:
- Águia-chilena (Geranoaetus melanoleucus)
- Arapapá (Cochlearius cochlearius)
- Arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus)
- Arara-canindé (Ara ararauna)
- Arara-de-garganta-azul (Ara glaucogularis)
- Arara-piranga (Ara macao)
- Arara-vermelha (Ara chloropterus)
- Ararinha-de-testa-vermelha (Ara rubrogenys)
- Ararajuba (Guaruba guarouba)
- Aratinga-mitrata (Psittacara mitrata)
- Asa-de-telha (Agelaioides badius)
- Avestruz (Struthio camelus)
- Bicudo (Sporophila maximiliani)
- Caburé (Glaucidium brasilianum)
- Canário-da-terra (Sicalis flaveola)
- Cardeal (Paroaria coronata)
- Cardeal-do-nordeste (Paroaria dominicana)
- Casuar (Casuarius casuarius)
- Cisne-negro (Cygnus atratus)
- Coleirinho (Sporophila caerulescens)
- Coruja-das-torres (Tyto alba)
- Coruja-do-banhado (Asio flammeus)
- Coruja-orelhuda (Asio clamator)
- Corujinha-do-mato (Megascops choliba)
- Curió (Sporophila angolensis)
- Ema (Rhea americana)
- Emu (Dromaius novaehollandiae)
- Faisão-prateado (Lophura nycthemera)
- Flamingo (Phoenicopterus ruber)
- Flamingo-chileno (Phoenicopterus chilensis)
- Ganso-Australiano (Cereopsis novaehollandiae)
- Ganso-do-Havaí (Branta sandvicensis)
- Gavião-carijó (Rupornis magnirostris)
- Gavião-carrapateiro (Milvago chimachima)
- Gavião-de-cauda-branca (Geranoaetus albicaudatus)
- Gavião-de-coleira (Falco femoralis)
- Guará (Eudocimus ruber)
- Harpia (Harpia harpyja)
- Íbis-sagrado (Threskiornis aethiopicus)
- Jacu-de-barriga-castanha (Penelope ochrogaster)
- Jacupemba (Penelope superciliaris)
- Jacutinga (Aburria jacutinga)
- Japú (Psarocolius decumanus)
- João-grande (Ciconia maguari)
- Maçarico-real (Theristicus caerulescens)
- Maitaca-de-cabeça-azul (Pionus menstruus)
- Maitaca-verde (Pionus maximiliani)
- Maracanã-de-cara-amarela (Orthopsittaca manilatus)
- Maracanã-de-colar (Primolius auricollis)
- Maracanã-guaçu (Ara severus)
- Maracanã-nobre (Diopsittaca nobilis)
- Mutum-cavalo (Pauxi tuberosa)
- Mutum-de-penacho (Crax fasciolata)
- Papa-capim (Sporophila nigricollis)
- Papagaio-campeiro (Amazona ochrocephala)
- Papagaio-chauá (Amazona rhodocorytha)
- Papagaio-de-cara-roxa (Amazona brasiliensis)
- Papagaio-de-peito-roxo (Amazona vinacea)
- Papagaio-do-mangue (Amazona amazonica)
- Papagaio-dos-garbes (Amazona kawalli)
- Papagaio-galego (Alipiopsitta xanthops)
- Papagaio-moleiro (Amazona farinosa)
- Papagaio-papa-cacau (Amazona festiva)
- Papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva)
- Pássaro-preto (Gnorimopsar chopi)
- Pato-do-mato (Cairina moschata)
- Pavão-azul (Pavo cristatus)
- Perdiz (Rhynchotus rufescens)
- Periquitão (Psittacara leucophtalmus)
- Periquitão-maracanã (Aratinga leucophthalmus)
- Periquito-de-cabeça-suja (Aratinga weddellii)
- Periquito-do-encontro-amarelo (Brotogeris chiriri)
- Periquito-rei (Eupsittula aurea)
- Príncipe-negro (Aratinga nenday)
- Quero-quero (Vanellus chilensis)
- Sabiá-da-mata (Turdus fumigatus)
- Sabiá-poca (Turdus amaurochalinus)
- Seriema (Cariama cristata)
- Tiriba-de-barriga-vermelha (Pyrrhura perlata)
- Tiriba-pfrimer (Pyrrhura pfrimeri)
- Trinca-ferro (Saltator similis)
- Urubu-rei (Sarcoramphus papa)
Mamíferos:
- Adax (Addax nasomaculatus)
- Anta (Tapirus terrestris)
- Ariranha (Pteronura brasiliensis)
- Babuíno-sagrado (Papio hamadryas)
- Bugio-preto (Alouatta caraya)
- Bugio-de-mãos-ruivas (Alouatta belzebul)
- Bugio-ruivo (Alouatta puruensis)
- Cachorro-do-mato (Cerdocyon thous)
- Cachorro-do-mato-vinagre (Speothos venaticus)
- Canguru-vermelho (Macropus rufus)
- Cateto (Pecari tajacu)
- Cervo-do-pantanal (Blastocerus dichotomus)
- Coati (Nasua nasua)
- Elefante (Elephas maximus)
- Girafa (Giraffa camelopardalis)
- Guará (Chrysocyon brachyurus)
- Hipopótamo (Hippopotamus amphibius)
- Jaguatirica (Leopardus pardalis)
- Leão (Panthera leo)
- Lobo-marinho (Otaria flavescens)
- Macaco-aranha (Ateles paniscus)
- Macaco-barrigudo (Lagothrix lagotricha)
- Macaco-prego (Sapajus apella)
- Mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia)
- Mico-leão-preto (Leontopithecus chrysopygus)
- Mico-leão-da-cara-dourada (Leontopithecus chrysomelas)
- Onça-parda (Puma concolor)
- Onça-pintada (Panthera onca)
- Quati-de-cauda-anelada (Nasua nasua)
- Quati-de-cauda-branca (Nasua narica)
- Quati-de-nariz-branco (Nasua narica)
- Rinoceronte (Rhinoceros unicornis)
- Tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla)
- Tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla)
- Tigre (Panthera tigris)
- Urso-de-óculos (Tremarctos ornatus)
- Veado-catingueiro (Mazama gouazoubira)
- Veado-mateiro (Mazama americana)
- Veado-campeiro (Ozotoceros bezoarticus)
- Veado-vermelho (Cervus elaphus)
Répteis e anfíbios:
- Boa-constrictor (Boa constrictor)
- Cágado-da-várzea (Acanthochelys spixii)
- Cágado-de-barbicha (Phrynops geoffroanus)
- Cágado-de-hogei (Mesoclemmys hogei)
- Cágado-de-pente (Phrynops hilarii)
- Cágado-de-vértice (Platemys platycephala)
- Cágado-vermelho (Rhinemys rufipes)
- Cágado-de-walker (Rhinoclemmys funerea)
- Cágado-do-xingu (Mesoclemmys vanderhaegei)
- Cágado-pintado (Acanthochelys radiolata)
- Calango-verde (Ameiva ameiva)
- Caiman (Caiman crocodilus)
- Cobra-coral (Micrurus corallinus)
- Cobra-papagaio (Corallus caninus)
- Cobra-preta (Spilotes pullatus)
- Iguana (Iguana iguana)
- Jacaré-de-papo-amarelo (Caiman latirostris)
- Jacaré-do-pantanal (Caiman yacare)
- Jiboia (Boa constrictor)
- Lagarto-verde (Tupinambis merianae)
- Serpente-de-cabeça-preta (Micrurus lemniscatus)
- Sucuri (Eunectes murinus)
- Teiú (Tupinambis teguixin)
- Tartaruga-da-amazônia (Podocnemis expansa)
- Tartaruga-da-serra-da-capivara (Mesoclemmys perplexa)
- Tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea)
- Tartaruga-do-cerrado (Acanthochelys macrocephala)
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Fonte: Nacional
BRASIL
Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia
Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado
Published
1 mês agoon
15 de maio de 2026By
Da Redação
O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.
O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.
A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.
Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.
O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.
O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.
Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.
Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.
“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.
A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.
Entenda o caso
A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.
O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.
Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.
A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.
Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.
Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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