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Verstappen e Norris batem e vitória cai no colo de George Russell na Áustria

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Verstappen e Norris batem e vitória cai no colo de George Russell na Áustria
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Verstappen e Norris batem e vitória cai no colo de George Russell na Áustria

George Russell foi o vencedor improvável do Grande Prêmio da Áustria de Fórmula 1 . Em uma batalha intensa pela liderança, Max Verstappen impediu a ultrapassagem de Lando Norris, e os carros acabaram colidindo. O holandês teve o seu pneu furado e ainda conseguiu trocar para voltar à pista. Já o piloto da McLaren abandonou a prova.

Apesar de não conseguir cravar a sua oitava conquista na temporada, Verstappen se deu bem na confusão com Norris. O holandês chegou a ser punido com 10 segundos, mas conseguiu terminar em quinto lugar e somar mais dez pontos, abrindo ainda mais vantagem sobre Lando Norris, segundo colocado . O piloto da McLaren tem 156, contra 235 do tricampeão mundial, que por muito pouco não somou o ponto extra de volta mais rápida, sendo superado por Fernando Alonso no fim.

A briga lembrou muito a disputa entre Max Verstappen e Lewis Hamilton em 2021 , quando protagonizaram alguns acidentes durante a temporada, e terminou com um título polêmico do holandês, o primeiro dos três já conquistados.

Já George Russell conseguiu quebrar um longo hiato da Mercedes, que não vencia desde 2022, quando o britânico venceu o GP do Brasil. Esta, inclusive, é apenas a sua segunda vitória na carreira. Ele quebrou também uma série de três triunfos consecutivos de Verstappen na Áustria.

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Além da batida entre Verstappen e Norris , a disputa também foi intensa entre Carlos Sainz e Oscar Piastri. O australiano ultrapassou o espanhol na reta final da corrida e acabou no pódio mais uma vez, na segunda posição, com o piloto da Ferrari em terceiro. Lewis Hamilton, da McLaren, foi o quarto.

Completaram o Top 10: Nico Hulkenberg, em sexto, Sérgio Pérez, em sétimo, Kevin Magnussen, em oitavo, Daniel Ricciardo, em novo, e Pierre Gasly, em décimo. Charles Leclerc foi apenas o 11º e sofreu toda a corrida com problemas no carro.

A corrida deste domingo, inclusive, teve como destaques bons confrontos entre Ferrari, Mercedes e McLaren. Verstappen liderava de forma tranquila até a última partida. A Red Bull teve problema ao trocar o pneu do holandês e recolocou Norris na disputa pela liderança. Quando voltou à pista, Verstappen reclamou do carro e viu Norris encostar ainda mais.

A batida acabou ocorrendo bem quando o holandês seria investigado por não devolver posição para o piloto da McLaren em uma das tentativas de ultrapassagem. O tricampeão ainda conseguiu retornar à pista, trocou o pneu furado e chegou a cravar a volta mais rápida, antes de ser superado por Alonso. Apesar de tomar 10 segundos de punição, conseguiu terminar em quinto e abrir vantagem na liderança do Mundial de Pilotos.

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Confira a classificação final do GP da Áustria:
1º – George Russell (ING/Mercedes), em 1h24min22s798
2º – Oscar Piastri (AUS/McLaren), a 1s906
3º – Carlos Sainz (ESP/Ferrari), a 4s533
4º – Lewis Hamilton (ING/Mercedes), a 23s142
5º – Max Verstappen (HOL/Red Bull), a 37s253
6º – Nico Hulkenberg (ALE/Haas), a 54s088
7º – Sergio Pérez (MEX/Red Bull), a 54s672
8º – Kevin Magnussen (DIN/Haas), a 1min00s355
9º – Daniel Ricciardo (AUS/RB), a 1min01s169
10º – Pierre Gasly (FRA/Alpine), a 1min01s766
11º – Charles Leclerc (MON/Ferrari), a 1min07s056
12º – Esteban Ocon (FRA/ Alpine), a 1min08s325
13º – Lance Stroll (CAN/Aston Martin), a 1 volta
14º – Yuki Tsunoda (JAP/RB), a 1 volta
15º – Alexander Albon (TAI/Williams), a 1 volta
16º – Valtteri Bottas (FIN/Kick Sauber), a 1 volta
17º – Guanyu Zhou (CHI/Kick Sauber), a 1 volta
18º – Fernando Alonso (ESP/Aston Martin), a 1 volta
19º – Logan Sargeant (EUA/Williams), a 2 voltas

Não completou: Lando Norris (ING/McLaren)

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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