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Vereador veterano se filia ao MDB de Nunes e arrasta 500 para a sigla

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Ricardo Nunes, Paulo Frange e Baleia Rossi
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Ricardo Nunes, Paulo Frange e Baleia Rossi

Ricardo Nunes (MDB) ganhou um reforço e tanto para a sua pré-campanha à reeleição. Na noite dessa segunda-feira (4/3), Paulo Frange, que está no sétimo mandato na Câmara Municipal, se filiou ao partido do prefeito de São Paulo. Com o médico, que passou quase três décadas no PTB, migraram para o MDB mais de 500 novos filiados. Nunes participou do ato, que reuniu ceca de 600 pessoas no Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo, no centro da capital.

A ficha de filiação de Frange foi abonada pelo deputado federal Baleia Rossi, presidente das Executivas Nacional e Estadual do MDB e coordenador-geral da campanha à reeleição de Nunes. Durante o evento, o médico e vereador de 71 anos, que teve 17,9 mil votos na eleição de 2020, entregou à Enrico Misasi, que comanda o MDB Municipal de São Paulo, mais de 500 novas fichas de filiação à sigla, com a promessa de, dentro dos próximos dias, fazer a entrega de mais um lote de novas inscrições ao partido.

“Meu primeiro mandato de vereador foi pelo PDT. Do segundo em diante, pelo PTB. Foram quase 30 anos num único partido, o 14. Agora, sou 15. É um passo à frente que estou dando na minha vida política. E estou muito satisfeito em me filiar à sigla do prefeito Ricardo Nunes, que trabalha incansavelmente por uma cidade melhor. Hoje, entendo melhor porque o País nunca foi governado sem o MDB – grande em estrutura, em representatividade e em ideais”, considerou Frange.

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Em seu pronunciamento, Nunes lembrou da origem humilde e da época em que foi vereador ao lado de Frange e do quanto admira o médico por suas bandeiras, pela sensibilidade em servir e pela habilidade de comando, unindo e não dividindo:

“Fazer aquilo que acreditamos e ajudar a melhorar a vida das pessoas não é fácil. As cobranças e os desafios são enormes. Fui vereador ao lado de Frange por oito anos e aprendi muito disso com ele. Lutamos juntos, na mesma trincheira, por muito tempo. Agora, somos da mesma família. Temos o mesmo sobrenome, o mesmo partido, onde estou desde sempre – desde quando tirei meu título de eleitor. Sua entrada ao MDB, hoje, é um marco, Frange. Agora, ainda mais próximos, vamos juntos comemorar cada vitória. Seja muito bem-vindo”.

Baleia Rossi também não economizou elogios ao parlamentar, ao passo em que não deixou de reconhecer as qualidades de Nunes no comando da maior cidade da América Latina:

“O prefeito Ricardo Nunes dignifica a Política brasileira. É trabalhador. Ninguém trabalha mais do que ele. Pode até ser igual, mas mais do que ele, é difícil. Trabalha pelas pessoas, investindo em Saúde, em Educação, na Habitação, recapeamento. Agora, Frange chega para agregar a este projeto. Sua filiação ao MDB nos garante que teremos um futuro ainda mais exitoso”.

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Misasi, que comanda o Diretório Municipal do MDB na capital, reiterou que a entrada de Frange ao partido e de todos aqueles que o acompanham há 30 anos representa importante reforço. O ex-deputado federal e hoje secretário de Relações Institucionais da Prefeitura de São Paulo também lembrou que a gestão de Nunes é uma continuidade ao mandato iniciado por Bruno Covas (PSDB), morto em maio de 2021:

“Tenho grande satisfação em acolher você, Frange, vereador de sete mandatos, de resultado e de entrega. O MDB de São Paulo está feliz em lhe receber. Não menos importante é a minha alegria em poder trabalhar ao lado de Ricardo Nunes, cidadão consciente, com retidão nas intenções, capacidade de trabalho, e preocupação total com o bem comum”.

O evento de ontem reuniu mais de 600 pessoas. Entre outras autoridades e lideranças estavam também presentes Itamar Borges, deputado estadual e vice-presidente da Executiva Estadual do MDB de São Paulo, os vereadores emedebistas Nunes Peixeiro, Marcelo Messias e Janaína Lima, além de João Cury, presidente da Companhia Metropolitana de Habitação (Cohab) do Estado de São Paulo.

Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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