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Vasco consegue vencer a quarta partida seguida no Brasileirão após 12 anos

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Vasco consegue vencer a quarta partida seguida no Brasileirão após 12 anos
ESTADÃO CONTEÚDO

Vasco consegue vencer a quarta partida seguida no Brasileirão após 12 anos

Mesmo sem Philippe Coutinho , o Vasco conseguiu emplacar a quarta vitória seguida no Brasileirão. Na noite desta quarta-feira (17), visitou o Atlético-GO e fez 1 x 0, com gol de David. A partida, realizada no Estádio Antônio Accioly, em Goiânia (GO), foi válida pela 17ª rodada. A vitória é emblemática porque o clube não vencia quatro seguidas na elite nacional desde 2012, ou seja, há 12 anos, quando conseguiu a sequência duas vezes.

Agora, o time tem a chance de fazer algo inédito na era dos pontos corridos, em que nunca venceu cinco jogos seguidos. A última vez que o Vasco conseguiu a sequência foi em 1997, quando a competição tinha duas fases iniciais e depois a final. Naquele ano, emplacou cinco triunfos seguidos três vezes durante o torneio e faturou seu terceiro título. Com o resultado, o Vasco soma 23 pontos na zona intermediária da tabela. Esta foi também a segunda vitória seguida como visitante. Antes, venceu o Internacional em Porto Alegre (RS), por 2 x 1, o que encerrou sequência de seis derrotas fora de casa. O Atlético-GO não vence há oito rodadas, sendo quatro derrotas seguidas. Assim, permanece com 11 pontos, em 19º lugar, à frente apenas do Fluminense, com oito.

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O Atlético-GO tentou colocar um ritmo forte e buscar o ataque, mas não durou muito. Aos poucos, o Vasco, mais tranquilo, passou a controlar o jogo. O time carioca teve um pênalti a seu favor aos 15 minutos, quando Vegetti foi empurrado na área. O lance foi confirmado pelo árbitro mesmo após ser chamado pelo VAR em revisão demorada. Na cobrança, já aos 21 minutos, o argentino bateu no canto, mas Ronaldo defendeu sem dar rebote.

No minuto seguinte, o Vasco encaixou contra-ataque. Vegetti chutou cruzado, David ajeitou e Praxedes mandou para o gol. O VAR entrou novamente em ação para anular o gol por impedimento. A chance mais perigosa do Atlético-GO aconteceu depois de tudo isso. Após cobrança de escanteio, Rhaldney cabeceou no cantinho, mas Léo Jardim salvou o Vasco.

Na volta para o segundo tempo, o Vasco abriu o placar aos cinco minutos. Hugo Moura tocou para David na meia-lua. Ele girou para a esquerda e chutou de fora da área, no cantinho, para marcar o gol. Depois disso, o jogo continuou bastante equilibrado e truncado no meio-campo. Mesmo sem jogar bem como nas últimas partidas, o Vasco conseguiu ser efetivo na marcação e manteve a pegada com as substituições. O Atlético-GO até assustou no fim em lance dentro da área, mas a bola caiu no pé do zagueiro, que isolou.

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Os times voltam a campo no domingo pela 18ª rodada. Às 16h, o Vasco enfrenta o Atlético-MG na Arena MRV, em Belo Horizonte (MG). Depois, às 18h30, o Atlético-GO visita o Fortaleza na Arena Castelão, na capital cearense.

ATLÉTICO-GO 0 X 1 VASCO

ATLÉTICO-GO – Ronaldo; Maguinho (Roni), Adriano Martins, Alix Vinicius e Guilherme Romão; Lucas Kal (Baralhas), Rhaldney e Shaylon (Alejo Cruz); Janderson (Yony González), Jan Hurtado (Derek) e Luiz Fernando. Técnico: Vagner Mancini.

VASCO – Léo Jardim; Paulo Henrique, Maicon, Léo e Lucas Piton; Hugo Moura (Rayan), Mateus Carvalho (Zé Gabriel) e Praxedes (JP); Adson (Galdames), Vegetti e David (Victor Luis). Técnico: Rafael Paiva.

GOL – David, aos cinco minutos do segundo tempo. CARTÕES AMARELOS – Adriano Martins e Janderson (Atlético-GO). Hugo Moura, Rayan e Mateus Carvalho (Vasco). ÁRBITRO – Matheus Delgado Candançan (SP). RENDA – R$ 867.360,00. PÚBLICO – 11.730 pagantes (12.089 presentes). LOCAL – Estádio Antônio Accioly, em Goiânia (GO).

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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