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Última semana do mês tem virada de tempo no Sudeste e ciclone no Sul

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Termômetros na Avenida Paulista oscilando entre 33ºC e 35ºC
Paulo Pinto/Agência Brasil – 19.09.2023

Termômetros na Avenida Paulista oscilando entre 33ºC e 35ºC

Nesta última semana de setembro, grande parte do Brasil deve continuar registrando altas temperaturas, com os termômetros chegando a bater 43ºC nesta segunda-feira (25) e nesta terça (26) em Cuiabá, capital do Mato Grosso.

O Sul, no entanto, deve enfrentar a formação de um novo ciclone extratropical em alto mar entre terça e quarta (27), perto da costa do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. De acordo com a Climatempo, o fenômeno vai levar ainda mais instabilidade à região.

As áreas do sul, leste, litoral, região da Grande POA e extremo norte do Rio Grande do Sul ficam em alerta. O ciclone deve se afastar na quarta.

Em Santa Catarina, nuvens e temporais serão reforçados com o ciclone e parte do leste e sul catarinense ficam em alerta para grandes volumes de chuva. Em Curitiba (PR), a máxima deve ser de 18º na quinta (28) — no último domingo (24), foi de 42ºC.

O Sudeste também deve ser impactado pelo ciclone, fazendo com que as temperaturas caiam de quarta para quinta, conforme o MetSul, especialmente em São Paulo, onde a máxima vai de 35°C para 20°C. Outras capitais também sentirão os efeitos do fenômeno, como Rio de Janeiro (que passa de 37°C para 22°C) e Vitória (ES), que passa de 37°C para 27°C.

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O Norte também terá chances de pancadas de chuva isoladas ao longo da semana nas capitais Boa Vista (RR), Manaus (AM), Porto Velho (RO) e Rio Branco (AC). Mesmo assim, o calor continua na região.

Uma onda de calor intenso começou a ser registrada em grande parte do país na segunda-feira (17), última semana de inverno. Com as altas temperaturas, ao menos 11 estados e o Distrito Federal ficaram em alerta de “grande perigo” pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

O aviso, conforme o instituto, é emitido quando a previsão é de um fenômeno de “intensidade excepcional, com grande probabilidade de ocorrência de grandes danos e acidentes, com riscos para a integridade física ou mesmo à vida humana”. Este alerta vermelho ainda vale até esta terça (26), às 18h.

Além disso, logo nos primeiros dias da primavera, que começou nesse sábado (23), todas as regiões do país tiveram temperaturas acima dos 40ºC: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste.

Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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