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TJDFT homenageia varas e juizados com selo de qualidade da Corregedoria

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TJDFT homenageia varas e juizados com selo de qualidade da Corregedoria
Redação GPS

TJDFT homenageia varas e juizados com selo de qualidade da Corregedoria

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios ( TJDFT ) realizou, na manhã desta quinta-feira (29), uma cerimônia para homenagear as unidades judiciais que se destacaram no ciclo correicional 2023-2024. A solenidade, conduzida pela Corregedoria da Justiça do DF, ocorreu no Auditório Sepúlveda Pertence, na sede do Tribunal, e contou com a presença de magistrados e servidores.

Durante o evento, 79 unidades, incluindo varas criminais e a Vara Cível do Recanto das Emas, foram agraciadas com o Selo de Qualidade da Corregedoria, um reconhecimento pelo desempenho na busca por uma Justiça mais ágil e eficiente.

Na abertura da cerimônia, o corregedor da Justiça do DF, Desembargador Mário-Zam Belmiro Rosa , destacou a importância do trabalho dos juízes e servidores na resolução dos conflitos que chegam ao Judiciário.

“Para além da necessidade de atingir metas, é preciso olhar para o que as vidas nos pedem. Elas buscam por um atendimento ágil e humanizado. Parabéns às unidades homenageadas! A eficiência e o exemplo de cada um de vocês serão estímulo para o trabalho e para a entrega de um resultado para além de qualquer tabela ou informações coletadas. É um resultado para as vidas do Distrito Federal”, afirmou.

Representando as unidades homenageadas, a juíza Maura de Nazareth, da Vara dos Delitos de Trânsito do Gama, que obteve a maior nota entre as agraciadas, ressaltou o compromisso e a dedicação de todos os integrantes do TJDFT. “Dedicação, respeito mútuo, competência e, sobretudo, o amor pelo trabalho de cada um dos servidores e magistrados. Essa gratidão, essa alegria e esse amor são o tempero especial dessa receita de sucesso que brindamos no dia de hoje”, declarou emocionada.

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O presidente da Associação dos Servidores da Justiça do Distrito Federal (Assejus-DF), Fernando Freitas, também falou durante a cerimônia, destacando o papel essencial do TJDFT na pacificação social.

“O objetivo do TJDFT não é diminuir processos, mas distribuir pacificação social. A população do DF certamente, ainda que não saiba, deve ser muito grata a todos os servidores e magistrados do TJDFT”, afirmou.

Encerrando a cerimônia, o 1º vice-presidente do TJDFT, desembargador Roberval Belinati, que representou o Presidente Waldir Leôncio Júnior, elogiou o compromisso dos magistrados e servidores com a excelência no cumprimento das funções judiciais.

“Todos vocês estão de parabéns pela premiação! Todos nós estamos trabalhando muito bem, porque fazemos parte de um Tribunal de excelência. O amor, a alegria que nós temos por trabalharmos nesta Casa que declara o direito e apresenta a solução para os conflitos”, concluiu.

O Selo de Qualidade da Corregedoria é concedido como parte de uma política de correição que visa à regularidade das rotinas, à uniformização e padronização dos procedimentos cartorários, promovendo maior integração entre a Corregedoria e os juízos correicionados.

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Na 2ª etapa do ciclo 2023-2024, 91 unidades criminais foram avaliadas, das quais 79 receberam o Selo de Qualidade, sendo 59 agraciadas com o Selo Ouro, 11 com o Selo Prata e 9 com o Selo Bronze.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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