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Titãs se apresentam em evento beneficente da Gucci em parceria com o Instituto Inhotim

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Titãs se apresentam em evento beneficente da Gucci em parceria com o Instituto Inhotim
Pedro Reis

Titãs se apresentam em evento beneficente da Gucci em parceria com o Instituto Inhotim

O renomado grupo de rock nacional Titãs será a principal atração da terceira edição do Anoitecer Inhotim, evento beneficente organizado pelo Instituto Inhotim em parceria com a marca de luxo Gucci . O evento, que acontecerá nos dias 31 de agosto e 1º de setembro de 2024, em Brumadinho, Minas Gerais, tem como objetivo arrecadar fundos para a manutenção e ampliação das atividades do Instituto.

O Instituto Inhotim, um dos maiores museus de arte contemporânea a céu aberto do mundo, combina arte e natureza em uma área de 140 hectares. Localizado entre a Mata Atlântica e o Cerrado, o museu abriga cerca de 1.862 obras de mais de 280 artistas internacionais e possui um Jardim Botânico com mais de 4,3 mil espécies raras de plantas.

A programação beneficente do primeiro dia incluirá um jantar exclusivo aos pés da obra “Elevazione” de Giuseppe Penone, com menus preparados pelas chefs Agnes Farkasvölgyi e Mazzô. A noite contará ainda com uma apresentação musical de Amaro Freitas e Zé Manoel, que prestarão homenagem ao clássico disco “Clube da Esquina”.

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Além do show dos Titãs, que celebram 40 anos de carreira, o evento também contará com uma festa na Galeria Cosmococa, animada pelos DJs Nepal e Ademar Britto, e oferecerá uma rara oportunidade de visitação noturna às obras de Hélio Oiticica e Neville D’Almeida.

Já no segundo dia, as apresentações musicais contarão com shows dos Titãs, de Amaro Freitas e Zé Manoel, além do DJ Ademar Britto, próximos à obra “Invenção da Cor, Penetrável Magic Square #5, De Luxe” de Hélio Oiticica.

O Anoitecer Inhotim reforça seu compromisso com a sustentabilidade, implementando medidas como a campanha Plástico Zero e garantindo o selo carbono neutro para o evento, em parceria com a Eccaplan. O evento segue a norma NBR ISO 20121, promovendo práticas sustentáveis em todas as etapas de sua realização.

Os ingressos para o dia 31 de agosto variam de R$8.000 para entradas individuais a R$80.000 para mesas de dez lugares, disponíveis para compra no site oficial do Inhotim. Já para o dia 1º de setembro, as entradas devem ser adquiridas antecipadamente via plataforma Sympla, com preços que variam de R$ 25,00 (meia-entrada) a R$ 50,00 (inteira), sendo gratuitos para moradores de Brumadinho cadastrados no programa Nosso Inhotim, Amigos do Inhotim e crianças de até cinco anos.

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Serviço:

Anoitecer Inhotim
Sábado (31 de agosto): das 18h às 2h – jantar, shows e festa
Ingressos: mesa de 10 lugares (R$ 80 mil) | mesa de 08 lugares (R$ 64 mil)
Ingressos individuais: R$ 8 mil
Vendas: inhotim.info/anoitecer2024
Domingo (1º de setembro): apresentação Dj Ademar Brito, show dos Titãs e show de Amaro Freitas e Zé Manoel
Ingressos: para participar, a pessoa visitante deve comprar antecipadamente sua entrada para o Inhotim via plataforma Sympla (inteira R$50 | meia-entrada R$25 | moradores e moradoras de Brumadinho cadastrados no programa Nosso Inhotim, Amigos do Inhotim e crianças de 0 a 5 anos não pagam entrada)

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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