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Terremoto no Chile é sentido em São Paulo e edifício é evacuado

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Terremoto no Chile é sentido em São Paulo e edifício é evacuado
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Terremoto no Chile é sentido em São Paulo e edifício é evacuado

Moradores de São Paulo relataram ter sentido, em diferentes bairros, um tremor de terra por volta das 23h da noite da quinta-feira (18). O fenômeno, que está associado a um terremoto de magnitude de 7,3, registrado no Chile na Argentina, foi percebido por pessoas em bairros de diferentes regiões da cidade.

Até a manhã desta sexta-feira (19) não houve registro de vítimas, segundo a Defesa Civil. O Corpo de Bombeiros chegou a ser acionado e orientar, em razão do tremor, pela evacuação de um prédio na Rua Florianópolis, na zona leste da capital.

Os relatos foram feitos por moradores ou de pessoas que, na hora do tremor, estavam em Perdizes, Pompeia, Pinheiros (zona oeste); na Avenida Paulista; em Santana (zona norte), além de Mooca e Tatuapé, na zona leste. Nas redes sociais, um usuário afirmou ter sentido também na zona sul da cidade.

A Defesa Civil confirmou que “leves tremores” foram registrados “em diferentes regiões da capital paulista”, e informou que o fenômeno é reflexo do terremoto ocorrido na região norte do Chile e na Argentina, a cerca de 100 km de profundidade, com base em informações do Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP).

“Os especialistas destacam ainda que os tremores sentidos na cidade de São Paulo são de baixa intensidade e apresentam mínimos riscos de danos. Até o momento, não há registro de vítimas ou ocorrências relacionadas ao evento”, disse o órgão por meio de nota.

De acordo com o Centro de Sismologia da USP, o epicentro do terremoto foi registrado na cidade de San Pedro de Atacama, na província de Antofagasta, no norte do Chile, e próximo da fronteira com Argentina e Bolívia. A cidade fica a cerca de 2,7 mil quimômetros de São Paulo.

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Relatos de moradores

Quando percebeu que o prédio onde mora estava balançando, o consultor Luiz Carlos Nogueira Pedro imaginou que estivesse sentindo uma espécie de tontura. Depois, notou pelo aplicativo de mensagens do celular que outros moradores do seu bairro, na Pompeia, também tinham sentido o mesmo tremor.

“Eu estava trabalhando na mesa do escritório. Senti balançar e, em um primeiro momento, achei que era uma tontura”, relatou Nogueira ao Estadão, morador do 21º andar. “Porém assim que passou eu tinha certeza que tinha sentido a mesa balançar. Sensação estranha. Na hora pensei que o prédio ia cair”.

Um morador da Mooca chegou a relatar que muitas pessoas evacuaram o prédio onde vivem. Perto dali, na Vila Bertioga, o Corpo de Bombeiros foi acionado e orientou os moradores de um edifício a evacuarem o espaço. Não foram registradas vítimas na ocorrência.

Nas redes, as pessoas também relataram a sensação de prédio chacoalhando. “Terremoto no Tatuapé, SP agora às 22:56h da noite Sério! Serião! Estou no 15° andar”, escreveu uma usuária no X (antigo Twitter). “Meu Deus, acabou de rolar um terremoto ou eu estou maluca? Simplesmente tudo tremeu em casa”, comentou outra usuária.

“Mano, to na Zona Sul, Congonhas, senti um enjoo, e os ventiladores começaram a tremer, acho que teve sim!”, relatou um usuário. “Aqui na região da Paulista tbm tremeu”, disse outro. “Eu achava que eu tava ficando doido. Minha cama balançou”, escreveu um terceiro.

Tremor é reflexo de terremoto no Chile

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O tremor sentido pelos moradores de São Paulo é reflexo de um terremoto de magnitude de 7.3 com epicentro na cidade de San Pedro de Atacama, da região de Antofagasta, no norte do Chile. O abalo sísmico foi registrado às 21h50 (1h50 do horário local) também pelo Centro Sismológico Euro-Mediterrânico (EMSC, na sigla em inglês) . Segundo o órgão, a profundidade do fenômeno foi de 128 quilômetros.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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