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Terracap reduz pela metade taxa de juros para compra de imóveis

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Terracap reduz pela metade taxa de juros para compra de imóveis
Rafael Badra

Terracap reduz pela metade taxa de juros para compra de imóveis

A Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal ( Terracap ) reduziu pela metade a taxa de juros para aquisição de imóveis a partir do próximo edital licitação. Com a novidade, as taxas baixaram de 0,4% a.m. para 0,2% a.m. para compra de imóveis residenciais unifamiliares em licitação. Já para os imóveis comerciais, industriais e institucionais, a taxa caiu de 0,5% a.m. para 0,25% a.m. A medida vale a partir do edital de licitação do dia 31 de julho e é válida até o edital de fevereiro de 2025.

O Edital disponibiliza cem imóveis para venda e concessão na licitação pública. Neste mês, há opções de lotes para moradia no Lago Norte, assim como diversos lotes mistos em Samambaia até projeções de habitação coletiva em Sobradinho. O 7º edital do ano ainda traz oportunidades no Residencial dos Jacarandás, do complexo urbanístico Aldeias do Cerrado. O download do documento já está disponível no portal da empresa em: www.terracap.df.gov.br .

O presidente da Terracap, Izidio Santos, destaca que a empresa trabalha para se tornar mais competitiva no mercado de imóveis, ofertando imóveis com valores e taxas de juros atrativas. “A Terracap tem o compromisso com a população em ofertar moradias dignas e com valores justos. Face a lenta queda na taxa SELIC, a diretoria da Terracap decidiu por revisitar as taxas de juros aplicadas nos contratos de parcelamento venda de imóveis, como forma estimular novas vendas, proporcionando moradia regularizada”.

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O diretor de comercialização, Júlio César Reis, explica que a taxa Selic influencia diretamente no setor imobiliário. “A maioria dos imóveis vendidos no Distrito Federal são financiados. A manutenção da taxa SELIC em patamares elevados por longos períodos traz como consequência o arrefecimento do mercado imobiliário e a diminuição do ritmo da construção civil. A redução promovida pela Terracap, no momento de grandes lançamentos pela empresa, possibilita que mais pessoas adquiram os lotes. A Terracap parcela o valor do imóvel em até 20 anos, e quem comprar até fevereiro de 2025, pagará prestações menores ao longo de todo esse prazo”.

A nova taxa de juros trará mais facilidade para quem deseja investir no novo empreendimento da Terracap, o Complexo Aldeias do Cerrado, no Jardim Botânico, onde os lotes estão à venda por R$301 mil com prazo de até 20 anos para pagar.

PRO-DFII

A redução temporária da taxa de juros também vai beneficiar empresas detentoras de contratos de concessão de imóveis em programas de desenvolvimento econômico, como o PRO-DFII.

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Se a escritura pública de aquisição do imóvel for formalizada junto à Terracap durante a janela de redução, os juros de todo o parcelamento da compra serão no mesmo percentual dos juros em licitação, ou seja, 0,25% ao mês, equivalente à metade do que é cobrado atualmente.

ATENDIMENTO AO PÚBLICO

Atendimento SAC: [email protected]
OUVIDORIA: Telefone 162
www.participa.df.gov.br

Atendimento presencial:
Gerência de Atendimento ao Cliente – GEATE, das 7 às 19h, em dias úteis.

Ouvidoria, das 7 às 19h, em dias úteis.

Canais de atendimento :
Requerimento Online
Chat on-line
(61) 3350-2222 – atendimento: 7 às 19h, em dias úteis

Endereço: SAM Bl. F Ed. Sede Terracap – Asa Norte. Brasília-DF, 70620-060

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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