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Terça-feira com termômetros acima dos 30ºC em Brasília e em outras 15 capitais

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Terça-feira com termômetros acima dos 30ºC em Brasília e em outras 15 capitais
ESTADÃO CONTEÚDO

Terça-feira com termômetros acima dos 30ºC em Brasília e em outras 15 capitais

Brasília e outras 15 capitais brasileiras devem registrar temperaturas acima de 30ºC nesta terça-feira (3), diante da nova onda de calor que atinge o País. De acordo com a Climatempo, a previsão é de que os termômetros registrem 40°C em Cuiabá. Na Capital do País, os termômetros devem marcar 33°C.

Segundo a empresa de meteorologia, o dia deve ser mais quente nas capitais do Norte e do Centro-Oeste do Brasil. Na Região Norte, Porto Velho (RO) deve registrar 38°C, um a mais que Rio Branco (AC) e Palmas (TO) . Manaus (AM) tem previsão de 36°C e Belém (PA), 35°C. Macapá (AP) e Boa Vista (RR) ficaram na casa dos 33°C, que é a previsão para Brasília. Além dos 40°C em Cuiabá (MT), Goiânia (GO) e Campo Grande (MS) terão temperaturas na casa dos 36°C.

No Nordeste, a previsão é de temperaturas acima dos 37°C em Teresina-PI (37°C), São Luís-MA (32°C) e Fortaleza-CE (31°C). Aracaju-SE, Maceió-AL, Natal-RN e Salvador-BA ficarão em torno dos 29°C. Recife-PE e João Pessoa-PB estarão na casa dos 28°C.

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No Sudeste, Belo Horizonte terá a temperatura mais alta: 34°C, seguida por São Paulo (31°C). Vitória e Rio de Janeiro ficam na casa dos 29°C. Nas capitais do Sul a máxima será de 25°C, com exceção de Curitiba que tem projeção de 29°C para esta terça-feira.

Tempo seco
Além das altas temperaturas, o tempo seco deve permanecer por grande parte do País. Ainda de acordo com a Climatempo, os modelos meteorológicos indicam um novo padrão de ar quente e seco sobre o Brasil até meados da segunda quinzena de setembro. O mês será marcado por uma combinação de temperaturas elevadas e precipitação abaixo da média, acompanhadas de variações significativas entre as regiões do Brasil.

“As temperaturas previstas para setembro estarão significativamente acima da média histórica, com elevações entre 3°C e 5°C em grande parte da região central do Brasil” , estima a Climatempo.

Conforme a empresa de meteorolgia, isso inclui o Brasília e os estados de Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul, oeste de São Paulo, parte de Minas Gerais, Tocantins, Rondônia, sul do Amazonas, centro-sul do Pará, leste do Acre e oeste do Maranhão

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Diante da baixa umidade do ar, é importante seguir as recomendações:
– Manter-se bem hidratado;
– Proteger-se do sol;
– Manter ambientes internos úmidos com o uso de vaporizadores, toalhas molhadas e recipientes com água;
– Evitar exercícios físicos ao ar livre entre 11 e 16 horas;
– Atenção especial com a saúde dos idosos, crianças e pets.

Ainda segundo a empresa Climatempo , a próxima onda de frio deve avançar por São Paulo e boa parte da Região Centro-Sul do País somente na segunda quinzena do mês. “A primeira forte frente fria do novo mês deve avançar apenas a partir do dia 19 de setembro, começando a movimentar um pouco a atmosfera e trazendo um ar mais frio, reduzindo o calor em alguns Estados” , disse a empresa de meteorologia.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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