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Taguatinga homenageia personalidades em seu 66° aniversário

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Taguatinga homenageia personalidades em seu 66° aniversário
Redação GPS

Taguatinga homenageia personalidades em seu 66° aniversário

Nas celebrações do 66° aniversário de Taguatinga , a administração regional entregou, na manhã desta quinta-feira (13), Moções Honrosas a personalidades que prestaram relevantes serviços à cidade. Entre os agraciados estavam o empresário e ex-governador Paulo Octávio e a superintendente do JK Shopping, Eliza Ferreira. A solenidade foi realizada no Centro Cultural Taguaparque.

O admnistrador regional de Taguatinga, Bispo Renato, destacou que todos os homenageados construíram a história da cidade, que é um polo gerador de empregos e renda. “Hoje temos 30 mais de mil CNPJ ativos na nossa cidade, que tem 210 mil habitantes e gera mais de 300 mil empregos. Portanto, se toda nossa população trabalhasse aqui, ainda teríamos emprego para mais de 100 mil habitantes de outras cidades. Ano passado, 52 mil carteiras foram assinadas. Essa cidade, de fato, é uma metrópole” , disse.

Ex-deputado, distrital e ex-secretário de Estado, e desde 2020 no comando de Taguatinga, Bispo Renato lembrou que o governador Ibaneis Rocha tirou a cidade do abandono. “O nosso governo encontrou muitas dificuldades, mas o Túnel Rei Pelé e o Boulevard foram entregues e, agora, as calçadas e estacionamentos estão sendo concluídas” , afirmou.

“A Praça do Relógio, com quase 40 anos de espera, está sendo reconstruída. O prédio da administração, abandonado por anos, está com o projeto em fase de finalização. O Pistão Sul, com 40 anos sem reforma, recebeu R$ 50 milhões em investimentos” , completou.

Admitindo que as obras estão demoradas para muitas localidades, ele fez questão de explicar os motivos.

“Nós pedimos desculpas para nossos empresários. Está demorando sim e não tapamos o Sol com peneira. Mas vamos entregar. Seremos a única cidade do Distrito Federal que vai ter um Drenar próprio. Tentei como deputado, tentei como secretário de estado e não consegui. Mas, como administrador regional de Taguatinga, conseguimos quase R$ 300 milhões da Terracap para tirar as águas das chuvas do meio da rua e lançá-las no lugar certo, nas bacias de contenção que foram construídas no Parque do Cortado . O esgoto que estourava foi trocado pela Caesb. Fizemos mais de 30 estacionamentos. Trocamos o asfalto do HRT, construímos o estacionamento interno, a rota de acessibilidade em volta do hospital e, agora, estamos trocando em outras partes da cidade” , destacou.

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Dizendo entender a insatisfação ocasional da população , Bispo Renato disse que está entregando uma cidade nova. “Há muita coisa a ser feita, as pessoas dizem, mas os que passaram por aqui tiveram oportunidade de fazer e não fizeram. Outros governadores tiveram oportunidade de fazer e não fizeram. E nós estamos fazendo. A Comercial e a Samdu vão ser completamente refeitas” , anunciou, concluindo que a tentativa é de reconstruir tudo o que foi abandonado nos governos anteriores.

Integrante da mesa diretora da solenidade, o empresário e ex-governador Paulo Octávio agradeceu a homenagem e disse que Taguatinga é a cidade mais importante do DF. “É uma cidade que sempre me sensibilizou muito, não só pelos amigos, mas pela quantidade de pessoas que trabalham comigo e moram aqui” , lembrando ainda que sua empresa começou a construir na cidade, com o Residencial Rio de Janeiro.

“Pessoas que hoje fazem parte do governo do DF, inclusive o governador Ibaneis Rocha, já moraram aqui. Taguatinga tem uma história com todos nós” , completou.

Destacando ser amigo de longa data do Bispo Renato, lembrou ainda seus muitos anos de vida política e pública , com atuação em diferentes governos, mas a vontade de trabalhar continua a mesma. “Eu tenho muita admiração pelo Renato, por tudo que ele faz, pela postura dele, pela sinceridade com que ele trabalha os assuntos das nossas cidades” , acrescentou.

“Hoje, ao comemorar os 66 anos, vejo um pouco de tudo que foi feito. Particularmente, tive o privilégio de construir aqui o Taguatinga Shopping porque entendi que a cidade precisava de um empreendimento dessa envergadura e que hoje é um sucesso. Em seguida ccomeçamos a construir, há 14 anos, o JK Shopping, lá na M-Norte. A população e os pioneiros colocaram o nome de JK. E foi acertado, pois é uma homenagem ao presidente que fez essa cidade. Se nós estamos aqui hoje, é poque houve um um presidente com muita coragem e que mudou nossas vidas. Até porque, se não fosse por Brasília, não haveria esse desenvolvimento na Região Centro-Oeste e o Brasil seria diferente” , afirmou.

Projetando o centenário de Taguatinga, ele disse que a cidade vai estar mais pujante, mais forte, mais economicamente estabelecida. “Seus habitantes terão mais qualidade de vida. E o nosso papel é trazer qualidade de vida às pessoas que moram em Taguatinga e em todo o DF. Então, parabéns a todos os componentes da administração, aos empresários e aos moradores e às pessoas que fazem a vida de Taguatinga. Vocês merecem o nosso reconhecimento” , finalizou.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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