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Sintomas de disfunção na tireoide podem ser genéricos e precisam ser investigados

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Sintomas de disfunção na tireoide podem ser genéricos e precisam ser investigados
Yumi Kuwano

Sintomas de disfunção na tireoide podem ser genéricos e precisam ser investigados

Responsável pela regulação do metabolismo, a tireoide é uma glândula fundamental para o corpo humano. Ela fica localizada no pescoço e produz os hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina). No entanto, é comum que ocorra alguma disfunção na tireoide que altere essa produção hormonal.

Chamado de hipotireoidismo — quando a produção de hormônios é reduzida e insuficiente — e hipertireoidismo — quando são produzidos em excesso —, essas alterações podem ocorrer em qualquer idade, desde a infância até a velhice, em homens e mulheres.

Neste sábado (25), Dia Internacional da Tireoide, a endocrinologista do Hospital Santa Lúcia Norte , em Brasília , Érika Fernanda de Faria, alerta para os sintomas e a importância do tratamento.

“Na tireoide podem surgir problemas tanto hormonais, como relacionados à estrutura. Alguns pacientes podem nascer sem a tireoide ou com ela pequena. Outros podem ter alteração, formação de nódulos na tireoide, que não têm uma causa bem definida”, afirma.

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De acordo com a médica, a principal causa do hipotireoidismo é uma doença autoimune chamada de Tireoidite de Hashimoto — quando o sistema imunológico ataca a tireoide e causa uma inflamação. Além disso, existem alterações causadas por medicações. Já o hipertireoidismo também pode ter na sua causa uma doença autoimune, que é a Doença de Graves.

Sintomas

Os sinais de disfunções hormonais da tireoide são diversos e, na maioria das vezes, genéricos, podendo estar presentes em qualquer doença. Os mais comuns no caso do hipotireoidismo são a lentificação dos processos corporais e da memória, ganho de peso por inchaço, alteração da pressão, queda de cabelo e unhas fracas e quebradiças.

“Já o hipertireoidismo geralmente é caracterizado por tremores nas mãos, nas extremidades, palpitação. A pessoa pode emagrecer ou ter mais fome, soltar mais o intestino, a menstruação pode ficar mais irregular e há alteração da pressão também”, explica a endocrinologista, que reforça a necessidade da ajuda de um especialista para analisar o caso do paciente e iniciar um tratamento, que é feito com remédios.

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Quando há formação dos nódulos, é possível encontrar em exames de imagem ou até podem ser visíveis, a depender do tamanho. Alguns crescem bastante, causando dificuldade para a deglutição e falta de ar. No entanto, geralmente eles são benignos e não precisam ser tratados, apenas acompanhados com exames periodicamente.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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