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SindSaúde intensifica campanha por reajuste salarial com apoio de parlamentares

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SindSaúde intensifica campanha por reajuste salarial com apoio de parlamentares
Redação GPS

SindSaúde intensifica campanha por reajuste salarial com apoio de parlamentares

Material publicitário de autoria do SindSaude-DF

O SindSaúde tem intensificado seus esforços na campanha pelo reajuste salarial dos servidores da saúde, buscando apoio de parlamentares tanto na esfera federal quanto distrital. As visitas aos gabinetes têm sido bem-sucedidas, resultando em respostas positivas e apoio à causa dos servidores da saúde do Distrito Federal. Em menos de uma semana, três parlamentares declararam seu apoio à luta dos trabalhadores: a senadora Damares Alves (Republicanos), o deputado federal Rafael Prudente (MDB-DF) e o deputado distrital Eduardo Pedrosa (União Brasil), presidente da Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF). Essas visitas, lideradas pela presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues, e pelos diretores do sindicato, têm renovado a esperança da categoria.

Durante as visitas, os representantes do SindSaúde dialogam com os parlamentares e suas equipes sobre diversas pautas que afetam diretamente a vida dos servidores da saúde. Além do impacto da defasagem salarial de 35,75%, foram abordadas questões como endividamento, qualidade do atendimento e saúde mental dos trabalhadores.

A senadora Damares Alves afirmou seu total apoio à campanha e destacou o impacto negativo da falta de valorização dos servidores da saúde. “Estou à disposição para ser a interlocutora com o governo. Acredito que não temos saúde sem profissionais valorizados. Fiquei muito preocupada, pois já estive do outro lado, buscando recomposição, e aqui a perda é grande. Farei o que for preciso para ajudar”, afirmou a senadora.

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O deputado Rafael Prudente, durante seu discurso de apoio e engajamento às pautas do sindicato, lembrou das lutas já protagonizadas pelo SindSaúde. “Quero cumprimentar todos os servidores da saúde do Distrito Federal, especialmente os representados pelo SindSaúde. Já tivemos lutas importantes quando eu estava na presidência da CLDF, e agora não vai ser diferente. Vamos lutar junto com vocês. Estou assumindo o compromisso de apoiar a pauta salarial da categoria. Contem conosco, vamos fazer o que for preciso”, destacou o parlamentar.

A valorização e a união da classe foram temas destacados no voto de apoio do presidente da Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF), Eduardo Pedrosa. Durante a visita ao gabinete do deputado, questões como endividamento, qualidade do atendimento e saúde mental dos trabalhadores foram discutidas com atenção. “Quero aqui deixar o meu compromisso com os profissionais de saúde. Ouvi várias pautas importantes e vamos trabalhar juntos, focando agora na recomposição salarial. Reconhecemos o trabalho de todos os servidores da saúde, sabemos da importância e da necessidade de valorizá-los e sermos justos. Contem comigo e, com a união de todos, vamos conseguir trazer bons resultados”, declarou Pedrosa.

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A presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues, expressou sua confiança nos resultados das reuniões: “Saímos dessas reuniões muito otimistas. A luta é difícil, mas com o apoio dos parlamentares, temos esperança de alcançar a recomposição salarial tão necessária. Estamos unidos e focados.”

O diretor Marcos Rogério comentou: “O compromisso dos parlamentares é um grande passo. Estamos confiantes de que, com esse apoio, poderemos avançar significativamente.”

Laura Batista afirmou: “Estamos em uma batalha contínua. As reuniões de hoje nos dão mais força para continuar.”

Rodrigo Conde destacou: “A união de todos é fundamental. O apoio dos deputados é crucial para o nosso movimento.”

João Pedro concluiu: “Saímos das reuniões com a certeza de que estamos no caminho certo. A luta continua, mas a esperança está renovada.”

O SindSaúde reafirma seu compromisso em lutar por todas as pautas que visam melhorar a vida dos trabalhadores da saúde, buscando apoio para fortalecer essa caminhada. Juntos, somos mais fortes.

Além das pautas salariais, os representantes do SindSaúde têm buscado apoio para o processo da Gaps, que será analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), liderado pelo ex-ministro José Eduardo Cardozo.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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