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Sertanejo segue como o gênero mais ouvido por brasileiros, aponta ranking

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Sertanejo segue como o gênero mais ouvido por brasileiros, aponta ranking
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Sertanejo segue como o gênero mais ouvido por brasileiros, aponta ranking

O sertanejo segue como o gênero brasileiro mais ouvido nas plataformas de streaming , como aponta ranking das 50 faixas mais ouvidas no primeiro semestre. Dos 10 artistas mais reproduzidos, oito são do estilo. O levantamento foi realizado pela Pro-Música, entidade que representa gravadoras e produtoras fonográficas do Brasil, e contempla o consumo de música em plataformas de streaming como Spotify, Youtube, Deezer, Apple Music, Amazon Music e Napster.

A cantora Lauana Prado, um dos principais nomes do sertanejo atual, lidera a lista com medley que inclui a regravação de Escrito nas Estrelas, hit na voz de Tetê Espíndola em 1985. A faixa voltou a ganhar os holofotes após viralizar com a jogadora Maria Fu no reality A Fazenda, em dezembro de 2023.

Além da versão, o madley inclui sucessos do sertanejo: Me Leva Pra Casa (de César Augusto e Piska, na voz de Zezé Di Camargo e Luciano) e Saudade (de Chrystian & Ralf).

A faixa faz parte do álbum ao vivo Raiz (2022), em que Lauana apresenta músicas consagradas do sertanejo romântico em arranjos contemporâneos. O trabalho foi indicado ao Grammy Latino em 2023

Sertanejo em evidência

Na sequência do ranking estão Zé Neto e Cristiano com Barulho Do Foguete.

Não é de hoje que o sertanejo se destaca em listas semelhantes entre os gêneros mais ouvidos. Neste ano, o gênero também foi destaque entre os mais ouvidos nas rádios.

Também merece destaque a presença de mulheres da música sertaneja no topo entre as mais ouvidas. Marília Mendonça, que abriu alas para o feminejo, segue entre as mais ouvidas após sua morte, em 2021, graças ao repertório de inéditas deixado pela cantora. Em 2022, ela foi a mais ouvida do ano no Spotify. Em 2023, foi a vez da jovem Ana Castela, conhecida como “boiadeira” As duas aparecem novamente na lista deste ano – Marília, com Leão, no 33º lugar, e Ana Castela com três faixas: Ram Tchum (34º), Solteiro Forçado (37º) e Nosso Quadro (39º).

Funk e ritmos nacionais

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Alem do sertanejo, o funk também figura no pódio: Let’s Go 4, de Mc Davi, Mc Don Juan, Mc Kadu, Mc GH Do 7, Mc GP e TrapLaudo, de Mc IG, Mc PH, Mc Ryan SP & Mc Luki, ficaram com a terceira e quarta posições, respectivamente.

Outra característica que o ranking reforça é a presença exclusiva de músicas nacionais na lista. O trap brasileiro, inclusive, vem ganhando destaque entre as mais ouvidas.

Confira a lista completa abaixo:

  1. Me Leva Pra Casa / Escrito Nas Estrelas / Saudade (Ao Vivo) – Lauana Prado
  2. Barulho Do Foguete – (Ao Vivo) Zé Neto & Cristiano
  3. Let’s Go 4 – (Feat. Mc Davi, Mc Don Juan, Mc Kadu, Mc GH Do 7, Mc GP & TrapLaudo) Mc IG, Mc PH, Mc Ryan SP & Mc Luki
  4. Pocpoc – Pedro Sampaio
  5. Anestesiado (Ao Vivo) – Murilo Huff
  6. Canudinho (Ao Vivo) – Gusttavo Lima & Ana Castela
  7. Daqui Pra Sempre – Manu & Simone Mendes
  8. Haverá Sinais (Ao Vivo) – Jorge & Mateus, Lauana Prado
  9. Deja Vu – Luan Santana & Ana Castela
  10. Dia De Fluxo – AgroPlay, Ana Castela & Ludmilla
  11. Tenho Que Me Decidir – Mc PH, Borges, Wiu, Pedro Lotto & Wey
  12. Quero Te Encontrar – Dj Lg Prod, Dj Jz & Mc Mininin
  13. Vazou Na Braquiara (Ao Vivo) – Hugo & Guilherme
  14. Gosta De Rua (Ao Vivo) – Felipe e Rodrigo
  15. Lapada Dela (Ao Vivo) – Grupo Menos É Mais & Matheus Fernandes
  16. Dois Tristes (Ao Vivo) – Simone Mendes
  17. Baby Eu Tava Na Rua Da Água (Feat. Tropa Da W&S) – TR & Mc Menor Rv
  18. Digitando – Gustavo Moura & Rafael
  19. Fronteira (Ao Vivo) – Ana Castela & Gustavo Mioto
  20. Não Recomendo (Ao Vivo) – Matheus & Kauan
  21. Erro Gostoso (Ao Vivo) – Simone Mendes
  22. Manda Um Oi (Ao Vivo) – Guilherme & Benuto & Simone Mendes
  23. Dois Fugitivos (Ao Vivo) – Simone Mendes
  24. Bênçãos Que Não Têm Fim (Counting My Blessings) – Isadora Pompeo
  25. Aquariano Nato – Mc Saci, Complexo Dos Hits, Dj Sammer & Mc Pretchako
  26. Quase Algo (Ao Vivo) – Henrique & Juliano
  27. Lua – (Feat. Alok) Ana Castela & Hungria Hip Hop
  28. Diz Aí Qual É O Plano? – (Feat. Mc Gh Do 7, Mc GP, Mc Nego Micha, Mc Ph, Mc Luki, Mc Poze Do Rodo, Murillo E LT No Beat & TrapLaudo) Mc IG, Mc Ryan SP & Oruam
  29. Loucura Borge -, Mc Cabelinho & Veigh
  30. The Box Medley – Funk 2 The Box, Mc Brinquedo, Mc Cebezinho, Mc Tuto & Mc Laranjinha
  31. Macetando Ivete Sangalo & Ludmilla
  32. Qual É O Seu Desejo? – Tz Da Coronel, Ryu, The Runner & Nagalli
  33. Leão – Marília Mendonça
  34. Ram Tchum – Dennis, Ana Castela & Mc Gw
  35. Perna Bamba – Parangolé & Leo Santana
  36. Baile Do Bruxo – Tropa Do Bruxo, DJ Ws Da Igrejinha, SMU, Triz & Mc Menor Thalis
  37. Solteiro Forçado – Ana Castela
  38. Dentro Da Hilux – Luan Pereira, MC Ryan SP & Mc Daniel
  39. Nosso Quadro – AgroPlay & Ana Castela
  40. 10 Carros – Chefin & LB Único
  41. Entra Na Defender – Luan Pereira & Mc Daniel
  42. A Internet É Toxica (Feat. Mc Saci) – Dj Lc, Dj Joao Da Inestan & Mc Pretchako
  43. Tum Bá Tum Tropa Do Bruxo, Smu, Dj Vitin Do Pc, Mc JF & Mc Nahara
  44. Passada De Mão (Ao Vivo) – Dilsinho & Ana Castela
  45. Mala Dos Porta-Mala (Ao Vivo) – Gusttavo Lima Matheus & Kauan
  46. Quem Não Quer Sou Eu Seu Jorge, Mc Leozin – Mc G15 & Dj Topo
  47. Um Mês E Pouco (Ao Vivo) – Zé Neto & Cristiano
  48. A Cerveja Abre Sozinha (Ao Vivo) – Murilo Huff
  49. Não Vou Namorar (Feat. Mc Th Da Serra) – DJ Ws Da Igrejinha, Dj João Pereira & Mc Dudu Sk
  50. Oi Balde (Ao Vivo) – Zé Neto & Cristiano
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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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