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Serigrafias de Niemeyer são destaque em mostra e leilão em SP

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Serigrafias de Niemeyer são destaque em mostra e leilão em SP
Redação GPS

Serigrafias de Niemeyer são destaque em mostra e leilão em SP

A James Lisboa Escritório de Arte, em São Paulo, abre suas portas para a exposição “Arte Gravuras de Coleção” a partir de 29 de julho até 3 de agosto. A mostra reúne 338 serigrafias e litogravuras de renomados artistas, destaque para as obras de Oscar Niemeyer e Lúcio Costa. A exibição é seguida por um leilão online que ocorrerá nos dias cinco, seis e sete de agosto, às 20h, através do site ou aplicativo da empresa.

Oscar Niemeyer e Lucio Costa_Brasilia para sempre_álbum com 12 serigrafias

A exposição celebra a produção da LITHOS, uma referência em excelência gráfica no Brasil, que ao longo de cerca de meio século produziu obras importantes. Entre os destaques, está o álbum “Brasília Para Sempre” de 1999, contendo seis gravuras de Oscar Niemeyer e seis de Lucio Costa, com esboços originais que capturam a essência dos edifícios e espaços da capital do País.

Este álbum, que inclui frases e declarações de Niemeyer, terá um lance inicial de R$120 mil, enquanto algumas gravuras individuais como “Oscar Niemeyer – Estudo do Projeto – Catedral de Brasília”, começam em R$15 mil.

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Além dos trabalhos de Niemeyer e Costa, a exposição inclui obras de artistas como Ziraldo e Millôr Fernandes. Entre as peças de Millôr, destaca-se a serigrafia “Homenagem ao bar”, com lance inicial de R$2 mil. Já as obras de Ziraldo incluem uma serigrafia sem título e uma gravura com desenho original, com lances iniciais de R$1 mil e R$4 mil, respectivamente.

Ziraldo – “Sem Título” – serigrafia – Gravura e desenho original

James Lisboa, leiloeiro e responsável pela organização da mostra e do leilão, comenta sobre a importância e a raridade das obras em exibição. “Há quase três anos estamos trabalhando para que esse leilão aconteça. São trabalhos belíssimos e cuja técnica, a de litogravura, está cada vez mais difícil de ser usada, uma vez que a escassez da pedra calcária é cada vez maior. Então, essa é uma ótima oportunidade para adquirir trabalhos que ficarão ainda mais raros daqui adiante”, pontua o leiloeiro James Lisboa.

Confira outras imagens:

Oscar Niemeyer – Estudo do projeto de Brasília
Oscar Niemeyer – sem título – serigrafia
Esquerda – Ziraldo “Sem Título” | Direita – Millôr Fernandes – “Homenagem ao bar”

Serviço

EXPOSIÇÃO “Arte Gravuras de Coleção”
De 29 de julho a 3 de agosto
Horário de funcionamento: das 10h às 18h.
Local: JAMES LISBOA LEILOEIRO OFICIAL
R. Dr. Melo Alves, 397 – Cerqueira Cesar – São Paulo

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LEILÃO
05, 06 e 07 de agosto de 2024 – todos os dias às 20h
Exclusivamente online transmitido em nosso site ou aplicativo

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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