BRASIL

Programa Diversidade de Gênero com Elas visa à inclusão de mulheres LGBTQIAPN+

Publicado em

Programa Diversidade de Gênero com Elas visa à inclusão de mulheres LGBTQIAPN
Agência Brasília

Programa Diversidade de Gênero com Elas visa à inclusão de mulheres LGBTQIAPN

A Portaria nº 94, que institui o programa Diversidade de Gênero com Elas , foi publicada nesta sexta-feira (19), no Diário Oficial do DF (DODF). Por meio dessa iniciativa, a Secretaria da Mulher (SMDF) promoverá políticas afirmativas e medidas de inclusão e respeito à diversidade de gênero no contexto feminino, com foco especial na população LGBTQIAPN+.

O programa Diversidade de Gênero com Elas tem o objetivo de fomentar a adoção de políticas afirmativas e de medidas de inclusão e respeito à diversidade de gênero dentro do contexto feminino, para atendimento à população LGBTQIAPN+ | Fotos: Divulgação/SMDF

O objetivo da iniciativa é fomentar a adoção de políticas afirmativas que possibilitem a capacitação e sensibilização da sociedade sobre as vivências e adversidades enfrentadas pelas mulheres LGBTQIAPN+. Entre suas diretrizes, destacam-se a promoção do direito das mulheres LGBTQIAPN+ a uma vida com qualidade, livre de violência e preconceito, e a abordagem de temas que englobam suas particularidades, como informações sobre legislações inclusivas.

Leia Também:  Brasília recebe cantor lírico e quarteto de cordas da Bélgica

As ações previstas pelo programa incluem campanhas de conscientização sobre os diversos tipos de violência contra a mulher LGBTQIAPN+, workshops, palestras e cursos sobre temas como diversidade, identidade de gênero, orientação sexual e combate à discriminação. Também serão formados grupos de discussão e reflexão por meio de conversas para desafiar preconceitos e compartilhar estratégias para a promoção da igualdade.

Programa vai promover campanhas de conscientização, workshops, palestras e cursos sobre temas como diversidade, identidade de gênero, orientação sexual e combate à discriminação

A secretária da Mulher, Giselle Ferreira, destacou a importância da iniciativa para a promoção da igualdade e respeito às diferenças: “Este programa representa um passo significativo em direção à criação de um ambiente mais inclusivo e acolhedor para todas as mulheres, independentemente de sua identidade de gênero ou orientação sexual. Nosso compromisso é garantir que todas as mulheres tenham acesso a melhores condições de vida, livres de qualquer forma de discriminação”.

A portaria institucionaliza um programa da SMDF que já realiza ações de informação em locais de grande movimentação, como a Rodoviária do Plano Piloto, onde no Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+ foram oferecidos exames de HPV em parceria com o Instituto Fiocruz. Além disso, a secretaria marca presença nas paradas gays em diversas regiões administrativas do DF, reforçando seu compromisso com a inclusão e o respeito à diversidade.

Leia Também:  Esse documentário explica por que o Brasil já teve tantas moedas

A coordenação do programa ficará a cargo da Subsecretaria de Ações Temáticas e Participação, que será responsável por desenvolver e implementar ações que visem à conscientização, capacitação e sensibilização dos colaboradores para a temática LGBTQIAPN+. Para acolher o maior número de mulheres, o programa será realizado em parceria com outras pastas do Governo do Distrito Federal (GDF), órgãos privados, entidades civis e empresas interessadas.

Para mais informações sobre o programa Diversidade de Gênero com Elas, os interessados podem entrar em contato pelo e-mail [email protected] ou acessar o site oficial da Secretaria da Mulher do Distrito Federal .

The post Programa Diversidade de Gênero com Elas visa à inclusão de mulheres LGBTQIAPN+ first appeared on GPS Brasília – Portal de Notícias do DF .

Fonte: Nacional

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

BRASIL

Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

Published

on

O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

Leia Também:  Juíza Leilamar Rodrigues integra programação do 2º Encontro ‘Caminhos Literários no Socioeducativo’

Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

Leia Também:  Eldorado Brasil Lança Inscrições para o Programa de Estágio Super Talentos 2025

O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA