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Previsão do tempo: sexta terá tempestades em SP, Rio e Minas

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Inmet alerta para chuvas intensas, tempestade, ventos costeiros e declínio de temperatura
Reprodução/Inmet

Inmet alerta para chuvas intensas, tempestade, ventos costeiros e declínio de temperatura

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) reiterou o alerta de “Grande Perigo” sobre o Rio de Janeiro, estendendo-se a parte dos estados do Sudeste nesta sexta-feira (22). Também há advertência de tempestades em áreas do Mato Grosso do Sul e São Paulo. Adicionalmente, prevê-se chuvas intensas em outras regiões do país, exceto no Sul, onde se espera a influência de ventos costeiros e queda de temperatura.

A mancha vermelha, em vigor a partir das 00h desta sexta-feira, representa o alerta mais crítico emitido pelo órgão. Este aviso indica a possibilidade de chuvas superiores a 60 mm/h e ventos com velocidades superiores a 100 km/h. Além disso, há um alto risco de danos em estruturas, interrupção de energia elétrica, queda de árvores, ocorrência de raios, inundações, enxurradas e grandes perturbações no transporte rodoviário. O alerta permanecerá em vigor até às 10h de domingo (24).

“A frente fria avançará até a região Sudeste, e após a passagem teremos um fluxo de umidade do oceano em direção ao Rio de Janeiro. Os acumulados podem ultrapassar os 100 mm por dia”, afirma a coordenadora-geral de Meteorologia Aplicada do Inmet, Márcia Seabra. “Entrei em contato com a Marinha do Brasil e existe previsão de ressaca para algumas áreas. As ondas podem chegar a até 2,5 metros no litoral do Rio”, completa.

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Os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul têm parte de seus territórios sob o alerta de “Perigo” devido à tempestade prevista até às 10h de sexta-feira (22). A previsão aponta para chuvas entre 30 e 60 mm/h, ventos de até 100 km/h e possibilidade de queda de granizo. Além disso, existe o risco de interrupção no fornecimento de energia elétrica, danos em plantações, queda de árvores e inundações.

O Inmet emitiu um alerta de ventos intensos para a costa do Paraná e Santa Catarina, válido até às 9h. Nestas áreas, é esperado um aumento na intensidade dos ventos nas regiões litorâneas, podendo mover dunas de areia sobre construções na orla, conforme comunicado do órgão. O Instituto também alerta para uma queda na temperatura no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, com possíveis quedas de 3ºC a 5ºC até às 8h de sexta-feira (22).

Além disso, o Instituto adverte para “Grande Perigo” e “Perigo Potencial” devido a chuvas intensas que devem afetar parte das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. O alerta laranja, que afeta parte do Norte e Nordeste, é válido até às 10h de sexta-feira (22). O aviso de mesma intensidade, abrangendo o Centro-Oeste e o Sudeste, também deve cessar no mesmo horário. A área amarela, que impacta todas as regiões mencionadas, encerra-se junto com os outros avisos.

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Confira a previsão para sexta-feira

No Rio de Janeiro, sob o alerta de “Grande Perigo”, a sexta-feira (22) será nublada com pancadas de chuva e trovoadas isoladas durante todo o dia. As temperaturas oscilarão entre 27°C e 23°C. Em São Paulo, cidade afetada pelas tempestades, o tempo será influenciado pela nebulosidade, com pancadas de chuva e trovoadas isoladas. A temperatura máxima será de 23°C e a mínima de 19°C.

Florianópolis, onde há alerta de ventos costeiros, terá máxima de 24°C e mínima de 20°C, com muitas nuvens e chuva isolada. Porto Alegre, sob o alerta de queda de temperatura, apresentará temperaturas entre 24°C e 17°C. A previsão é de tempo estável, com poucas nuvens ao longo do dia.

Em Manaus, afetada pelos alertas de “Perigo” e “Perigo Potencial”, a sexta-feira deverá ser nublada, com chuva isolada. Além disso, as temperaturas máxima e mínima serão de 32°C e 25°C, respectivamente.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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