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Pesquisa Game Brasil revela: 73,9% dos brasileiros jogam jogos eletrônicos

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Pesquisa Game Brasil revela: 73,9% dos brasileiros jogam jogos eletrônicos
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Pesquisa Game Brasil revela: 73,9% dos brasileiros jogam jogos eletrônicos

Pesquisa mostra aumento no número de jogadores, com mais de 50% representando mulheres e a maioria se autodeclarando negros ou pardos.

Cerca de 73,9% dos brasileiros jogam jogos eletrônicos. Esse foi um dos dados apontados pela edição de 2024 da Pesquisa Game Brasil (PGB), publicada na última terça-feira (27), com objetivo de revelar as características de consumo dos jogadores do país, que registrou um aumento de 3,8% em relação ao ano anterior. O 11º relatório do levantamento aponta também que, para 85,4% dos brasileiros, os jogos eletrônicos são considerados uma de suas principais fontes de diversão.

A PGB 2024 mostrou ainda, o aumento da representatividade de pessoas jogadoras que se autodeclaram como negras (11,2%) ou pardas (41,2%), totalizando 52,4%, mais da metade dos participantes. Outro ponto chama a atenção: o número de mulheres jogadoras, representando um montante de 50,9%, em comparação com os 49,1% dos homens, traz um novo olhar para a diversidade dos gamers no país.

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A faixa etária também foi destaque na pesquisa: pessoas entre 30 a 34 anos e de 35 a 39 anos estão fazendo um uso maior de jogos eletrônicos. De acordo com os pais, os adolescentes não ficam atrás, com 70,2% de menores de 15 anos jogando desde a sua infância até os dias atuais. Para Márcio Filho, Presidente da Associação de Desenvolvedores de Jogos Digitais do Estado do Rio de Janeiro (RING), as mudanças são consideradas positivas também para um futuro crescimento econômico do setor.

“Perceber que os jogos eletrônicos estão cada vez mais presentes na sociedade e tem atravessado diversos perfis socioeconômicos é uma alegria, mas não podemos parar somente no aspecto do consumo. É fundamental que o Brasil, que hoje corresponde a cerca de 1,5% do mercado consumidor global, possa também ocupar um lugar de destaque na produção. Nessa seara, somos somente 0,2% do mercado produtor global. É uma diferença importante e que demanda a união da iniciativa privada, da academia e dos governos para ser superada”, declarou o presidente.

Márcio destacou ainda ressaltou que o Brasil movimenta 13 bilhões de reais e fatura 1,2 bilhão de reais por ano com jogos eletrônicos. Segundo ele, diante de um crescimento em potencial do consumo, como mostra a pesquisa, é fundamental ter políticas públicas que acompanhem esse desenvolvimento.

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Realizado entre dezembro de 2023 e janeiro de 2024, o 11º relatório foi desenvolvido pelo SX Group e Go Gamers, em parceria com a Blend New Research e ESPM, com participantes de todos os estados e o Distrito Federal.

Foto de capa: Freepik

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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