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Pedrart abre as portas para a Grand Seiko na América do Sul

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Pedrart abre as portas para a Grand Seiko na América do Sul
Rafael Badra

Pedrart abre as portas para a Grand Seiko na América do Sul

De dois estúdios, no Japão, são desenvolvidas e produzidas, peça por peça, as joias da alta relojoaria desse país de cultura e tradições admiradas em todo mundo. A Grand Seiko acaba de desembarcar na América do Sul e escolheu Brasília e a Pedrart para conquistar os colecionadores e apreciadores da relojoaria de luxo por aqui. “ Acreditamos que a colaboração Grand Seiko-Pedrart proporcionará, em nossa região e além, oportunidades e experiências incríveis aos entusiastas dos relógios que transcendem a função de marcar o tempo ”, comentou o CEO da Pedrart, Marco Antônio Attiê , ao celebrar a chegada da marca com um grupo seleto de convidados, na Pedrart ParkShopping, no último dia 10.

Com base na tradição e inovação, a Grand Seiko vem traçando sua evolução com os ponteiros voltados à interseção do excepcional trabalho artesanal com a tecnologia de ponta. Attiê considera que grife complementa perfeitamente a missão e os valores da joalheria. “ A Grand Seiko é uma label que domina todos os aspectos da relojoaria de alto padrão, desde o design e produção de movimentos até a fabricação, montagem e ajuste de relógios completos, incluindo caixas, mostradores, ponteiros e índices. É a marca perfeita para estar no portfólio da Pedrart ”, revela.

Obstinação japonesa

Os japoneses sempre valorizaram a luz e a sombra, desvendando as muitas expressões da natureza. Meticulosamente trabalhados, os relógios da Grand Seiko têm a natureza impressa em cada detalhe. A fascinante engenharia, moldada pela precisão, elegância e qualidade impecáveis dos relógios de luxo, reverbera o espírito de takumi . “ É uma filosofia que vai muito além do domínio do ofício por aqueles que criam e lapidam a coleção Grand Seiko. É a busca do relógio ideal. Uma busca infinita porque envolve a superação do que já conquistamos ”, destacou o chefe do escritório latino-americano da Grand Seiko, Fumio Tanaka .

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Os presentes no lançamento da marca em Brasília puderam conhecer de perto tanto os exemplares atemporais que passam a fazer parte do acervo da Pedrart, quanto a história que os envolve. Tanaka lembrou que, desde 1960, produzir o relógio ideal é a grande motivação dos designers e engenheiros da Grand Seiko. Cada detalhe é meticulosamente trabalhado internamente com padrões de precisão, durabilidade e design. Isso faz, segundo o executivo, a Grand Seiko se destacar entre as marcas de relógios de luxo. “ Entendo que o Brasil é um país multirracial que respeita diferentes culturas e valores. Acredito que os fãs brasileiros da alta relojoaria terão, a partir de agora, mais abertura para apreciar e adquirir um relógio de luxo fabricado fora da Europa ”, sugeriu.

Fumio Tanaka e Marco Attie no lan çamento da Grand Seiko Brasil

Fumio Tanaka e Marco Attie no lan çamento da Grand Seiko Brasil
Matheus Attiê, Fumio Tanaka e MArco Attiê - V

Matheus Attiê, Fumio Tanaka e MArco Attiê – V
GRAND SEIKO

GRAND SEIKO
GRAND SEIKO

GRAND SEIKO
GRAND SEIKO

GRAND SEIKO

Ainda, de acordo com o executivo japonês, que trabalha na Seiko Corporation há 35 anos e é um colecionador da alta relojoaria, o valor real do relógio Grand Seiko dificilmente é percebido sem realmente se ver e tocar o produto. A Pedrart foi escolhida como a representante Grand Seiko na América do Sul justamente para proporcionar a aproximação entre a ícone japonesa e os brasileiros. “ Acabamos de abrir a primeira porta e a crescente demanda irá encorajar-nos a abrir mais lojas no Brasil, que tem a maior população e economia da América Latina. Estamos felizes por, finalmente, encontramos um parceiro certo. Agora, temos a Grand Seiko no México, Panamá e Brasil, com a Pedrart ”, acrescenta.

Estúdios Grand Seiko

Os dois estúdios da Grand Seiko que fabricam os modelos da alta joalheria japonesa são cercados pela natureza. Ela é um elemento presente na essência da grife, na arte de conectar inovação e tradição. Dois movimentos são criados em ambos os estúdios, considerados pelos artesãos da marca como lugares idílicos da alma. O mecânico, que representa a alta precisão do tempo; e o Spring Drive, um mecanismo exclusivo que combina a tradicional relojoaria mecânica com a precisão do quartz para retratar o fluxo natural do tempo. “ Cada movimento revela histórias distintas
inspiradas por Alive in Time, uma filosofia inspirada pela natureza e pelas mudanças de estação no Japão, aliadas a atitude de um mestre que busca a perfeição e a essência do tempo ”, acrescenta Tanaka .

No Brasil, a chegada da Grand Seiko à Pedrart reflete um momento de grande importância para joalheria e para Brasília. “ Desde a fundação da Pedrart, em 1979, trabalhamos para ser referência de excelência e sofisticação em relojoaria na capital federal ”, revela Attiê. Para o CEO da Pedrart, Brasília é o cenário perfeito para a introdução de uma marca de prestígio como a Grand Seiko. “ Estamos muito empolgados. A nova parceria reforça nosso compromisso em oferecer aos nossos clientes produtos de altíssima qualidade ”, celebra.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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