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Paris-24: seleção brasileira de vôlei masculino perde para a Itália por 3 sets a 1

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Paris-24: seleção brasileira de vôlei masculino perde para a Itália por 3 sets a 1
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Paris-24: seleção brasileira de vôlei masculino perde para a Itália por 3 sets a 1

A seleção brasileira masculina de vôlei estreou com derrota nos Jogos Olímpicos de Paris-24. O time de Bernardinho foi superado pela tradicional Itália, atual campeã mundial, por 3 sets 1, com parciais de 25/23, 27/25, 18/25 e 25/21, neste sábado (27). Apesar do placar, o clássico do vôlei mundial foi marcado pelo equilíbrio, com muitas chances desperdiçadas pelo time brasileiro, que apresentou limitações defensivas, principalmente nos bloqueios.

Darlan foi o maior pontuador da partida, com 25, equivalente a um set inteiro, desbancando Romanò, a grande estrela italiana, que anotou 20. Leal e Lucarelli também se destacaram, com 15 e 14 pontos, respectivamente. O revés já coloca pressão sobre a seleção, que está no chamado “grupo da morte” em Paris-24. A chave B tem ainda o Egito e a forte equipe da Polônia, bicampeã mundial (2014 e 2018). Pelo formato de disputa, os dois primeiros colocados de cada grupo e os dois melhores terceiro colocados avançam às quartas de final.

A seleção volta à quadra na quarta-feira (31), para encarar a poderosa Polônia, algoz do Brasil nas quartas de final da última edição da Liga das Nações, no fim de junho. Na sequência, os brasileiros encerram a fase de grupos diante do Egito, no dia 2 de agosto.

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Com Leal recuperado de lesão, Bernardinho não precisou fazer mudanças na equipe titular. E mandou à quadra Bruninho, Darlan, Lucarelli, Lucão, Flávio e o líbero Thales, além do cubano naturalizado brasileiro. Do outro lado, as referências eram Romanò e Michieletto. Mas o início do jogo foi todo de Leal, que brilhou no ataque e até no saque, com o primeiro ace brasileiro na partida. O Brasil abriu 10/6, mas a Itália não demorou para equilibrar o confronto Romanò, no ataque e também nos bloqueios, liderava a equipe italiana. A seleção, contudo, perdia ritmo ao longo do set. E, após ter vantagem de 18/15, permitiu o empate em 22/22. A Itália aproveitou a oscilação do Brasil e buscou a virada no placar, com 24/23. Na sequência, fecharam o primeiro set.

A reação italiana abateu o time brasileiro, que começou em marcha lenta na segunda parcial. Com facilidade, a Itália fez 5/1. Mesmo com Leal, Lucarelli e Flávio abaixo do esperado, a seleção passou a reagir de forma lenta, encostando no placar. Erros isolados da Itália também contribuíram para o Brasil alcançar o empate em 24/24, em momento decisivo da partida. Os comandados de Bernardinho chegaram a ter um set point, com 25/24 no placar. Mas os seguidos erros na defesa, principalmente com o bloqueio, praticamente inoperante, custaram caro. A Itália buscou a reviravolta novamente e não desperdiçou seu set point, abrindo 2 a 0 na partida.

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Depois de dois sets muito disputados, o jogo caiu de ritmo na terceira parcial. Tranquila na liderança do placar, a Itália relaxou em quadra e passou a cometer erros em sequência. O Brasil aproveitou o momento favorável, abriu 13/9, depois 22/15 e não teve dificuldades para vencer seu primeiro set no confronto.

A quarta parcial retomou a tensão das duas primeiras. O Brasil manteve o ritmo do set anterior, porém a Itália elevou seu nível de jogo. E o duelo foi parelho até 7/7. A partir daí, a equipe italiana voltou a exibir concentração e eficiência em todos os fundamentos, abrindo 10/8. E, depois, 19/15. Mesmo se arriscando mais nos bloqueios, algo que não fez nos demais sets, o Brasil não conseguiu parar o poderoso ataque italiano.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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