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Ovário Policístico: médica explica relação da condição com a fertilidade

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Ovário Policístico: médica explica relação da condição com a fertilidade
André Braga

Ovário Policístico: médica explica relação da condição com a fertilidade

Apesar de muitas mulheres já terem ouvido falar da Síndrome do Ovário Policístico ou até de conviverem com o diagnóstico , ainda há muitas dúvidas sobre a condição. O SOP, como também é conhecido, trata-se de um distúrbio hormonal muito comum na atualidade.

As pacientes portadoras da síndrome apresentam uma gama de sinais e sintomas que nem sempre estão presentes em todas as pacientes, sendo os mais frequentes a irregularidade menstrual, com ciclos pouco frequentes ou prolongados; o hiperandrogenismo, que é o excesso de hormônios masculinos, que pode levar a sinais como acne, aumento de oleosidade de pele e queda de cabelo, e a presença de ovários de aspecto policístico à ultrassonografia.

De acordo com a ginecologista Jéssica Othon, além desses sintomas citados, as pacientes frequentemente também podem apresentar sobrepeso ou obesidade; aumento da resistência insulínica; apneia do sono; dificuldade para engravidar; e transtorno do humor, como a depressão.

Em conversa com o GPS, a médica tirou algumas dúvidas sobre a condição. Confira a entrevista:

A Síndrome do Ovário Policístico é um problema genético? O que faz com que ela apareça?

A causa da SOP ainda não é totalmente esclarecida, sendo provavelmente uma combinação de fatores genéticos, hormonais e ambientais.

Ela tende a recorrer em pacientes de uma mesma família, mas também pode aparecer em uma pessoa que não tem a história familiar de SOP. Fatores ambientais como a obesidade e uma dieta pouco saudável também predispõe à condição.

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Quais exames mostram a condição?

A suspeita da condição é clínica, ou seja, depende dos sinais e sintomas apresentados pela paciente. Mas alguns exames podem ser muito úteis para fechar ou descartar diagnósticos. Os principais são o ultrassom transvaginal e dosagem de hormônios sexuais e adrenais.

É uma condição que pode ser temporária ou a paciente a terá para sempre?

Muito frequentemente, pacientes jovens chegam ao meu consultório com o diagnóstico, pois apresentaram irregularidade menstrual, acne e ovários policísticos na sua adolescência. Então, aqui temos dois pontos: não se pode dar o diagnóstico de SOP utilizando estes critérios nos primeiros dois anos após a descida da primeira menstruação, pois são fisiológicos e esperados nessas meninas. Então, muitas meninas recebem este diagnóstico errôneo e depois são “curadas”, quando, na verdade, elas nunca tiveram a condição.

O segundo ponto são aquelas mulheres que tiveram o diagnóstico feito corretamente, após pelo menos dois anos da menarca. Para estas pacientes, existe sim a possibilidade de deixar de ter a síndrome, com mudança de estilo de vida e perda de peso, porém, nem sempre é possível reverter o quadro, e é relativamente frequente termos que tratar os sintomas da doença durante todo o período reprodutivo da mulher.

As portadoras da síndrome podem apresentar dificuldade para engravidar?

Sim, as pacientes com SOP, por terem um aumento dos hormônios masculinos, apresentam uma alteração da ovulação, podendo ter ciclos anovulatórios, ou seja, não liberam o óvulo todo mês, como as mulheres que têm ciclos normais. Mas normalmente este não é um impeditivo, com o adequado tratamento.

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Quais são os cuidados que as pacientes precisam ter para o resto da vida?

Essas mulheres têm riscos comprovadamente aumentados para doenças cardiovasculares, como hipertensão, dislipidemia, diabetes e doença arterial coronariana; apneia obstrutiva do sono; esteato-hepatite não alcoólica, e transtornos de humor, como ansiedade e depressão.

Portanto, essas pacientes devem ser orientadas com bastante ênfase a ter uma dieta saudável, realizar atividade física regular e ter hábitos saudáveis no geral, como não fumar ou beber em excesso.

Como é o ciclo menstrual dessas mulheres?

O ciclo menstrual dessas pacientes, normalmente, é marcado pelos longos períodos entre uma menstruação e outra, podendo variar de ciclos de mais de 35 dias a um intervalo de meses entre as menstruações.

Há tratamento? O uso do anticoncepcional é indicado?

Como não se conhece uma causa única para a doença, o tratamento da SOP consiste em agir para controlar os sintomas que a paciente apresenta. Caso não tenha desejo de engravidar no momento, o uso de contraceptivos hormonais é a primeira linha de tratamento, pois vai regularizar o sangramento e diminuir os hormônios masculinos.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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