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Os 30 anos de uma lenda do marketing em shopping centers

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Os 30 anos de uma lenda do marketing em shopping centers
Jorge Eduardo Antunes

Os 30 anos de uma lenda do marketing em shopping centers

A velha e boa sabedoria popular costuma dizer que 30 anos não são 30 dias. Por isso, poucos profissionais conseguem chegar a 30 anos de atuação ganhando dois primeiros lugares em uma premiação nacional. Um destes gênios mora em nosso quadradinho. Trata-se de Monaliza Maia, gerente de marketing do JK Shopping, que celebra neste dia 1° de julho seus 30 anos de carreira na área.

Foi em neste mesmo dia de 1994 que ela assumiu a função no Shopping Bougainville, em Goiânia. Não demorou muito para seu talento circular o País, com passagem pelo Iguatemi Fortaleza, até aportar em Brasília, nas Organizações PaulOoctavio , para a qual trabalha há mais de 25 anos – com breve intervalo para uma atuação no Multicentro, na capital do Panamá, na América Central.

Na PO Shoppings, atuou em todos os quatro principais empreendimentos – duas vezes no Brasília Shopping e no Terraço Shopping, uma no Taguatinga Shopping – até transformar-se na primeira (e única) gerente de marketing do JK Shopping, um trabalho que até hoje a emociona.

“Me lembro com detalhes de ver o letreiro do shopping subir, na madrugada de 15 para 16 novembro de 2013. Foi um momento especial” , recorda Monaliza, uma referência também na formação de outros gerentes de marketing, que ela chama carinhosamente de “meus filhos e filhas” .

Além da carreira no marketing e na comunicação, ela também se formou em psicologia, o que ampliou ainda mais seu olhar humano para a vida. Generosa, reconhece o trabalho e o apoio de todos, com palavras carinhosas para seus funcionários, seus amigos e seus parceiros, como a premiada publicitária Cláudia Pereira.

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Se no coração há lugar para tanta gente, na estante há espaço para muitos troféus. No Prêmio Abrasce, uma espécie de Oscar dos shoppings latino-americanos, ela já conquistara, com o JK Shopping , um bronze, com o case JK na Laje, e uma prata, com o projeto Nossa Horta , de inegável cumho social e comunitário.

Faltava um ouro. Que chegou em dose dupla na mais recente premiação da entidade , antecipando a comemoração pelos seus 30 anos de carreira. “Estou feliz. O prêmio para o JK foi muito especial. Ser reconhecido pela indústria de shoppings foi maravilhoso” , afirma.

“Já haviamos vencido a categoria Tecnologias e Campanhas Digitais com o case ‘Gestão Comunicação Digital JK Shopping – Inclusão & Pertencimento’. Quando o Fábio Porchat foi anunciar os prêmios destaque, chamou primeiro o de empreendimentos individuais. Depois, veio o de grupos. Quando ouvi que iria para o Centro-Oeste e depois para Brasília, meu coração bateu mais forte. Quando ele chamou o JK, foi uma explosão de alegria” , detalha.

Com três décadas dedicas ao marketing e comunicação, Monaliza (ou Mona, para os amigos mais chegados) nem pensa em parar. Os clientes e os colegas de trabalho agradecem!

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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