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O Brasil e a Itália

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Os presidentes do Brasil e Itália, Luiz Inácio Lula da Silva e Sergio Mattarela, conversam durante uma reunião no Palácio do Planalto, em Brasília, em 15 de julho de 2024
EVARISTO SA

Os presidentes do Brasil e Itália, Luiz Inácio Lula da Silva e Sergio Mattarela, conversam durante uma reunião no Palácio do Planalto, em Brasília, em 15 de julho de 2024


Neste ano em que comemoramos o sesquicentenário da imigração italiana ao Brasil e a recente visita do presidente da Itália ao nosso país, é importante lembrar e explorar as estreitas conexões culturais entre as duas nações.

O Brasil e a Itália são dois países que cativaram o mundo com suas histórias ricas, culturas vibrantes e identidades únicas.

Se mergulharmos nas conexões culturais entre os dois países, ficaremos surpresos pelo paralelos e pelos contrastes existentes. Formata-se um jogo complexo de intercâmbio de tradições, valores, ideias e expressões que definem as nossas essências étnicas.

Os laços culturais históricos datam do início da imigração italiana ao Brasil, em 1874, quando esses nossos antepassados deixaram a Itália em busca de novas oportunidades no Brasil.

Os laços históricos entre o Brasil e a Itália datam de vários séculos desde Américo Vespucci, com ondas de imigrantes influenciando a cultura brasileira na culinária, na enologia, na arquitetura e até no futebol e na música.


Se aprofundarmos esta reflexão histórica, vamos lembrar da capacidade de resistência dos dois povos que aceitaram intercâmbio de costumes e tradições muito similares em benefício de uma fusão cultural com grande empatia mútua.

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Os dois países são conhecidos pela alegria de viver em suas inúmeras expressões culturais, desde os ritmos de samba nas ruas cariocas até as árias de ópera que lotaram sempre os centros líricos da Itália e do mundo.

Cada nação tem a sua própria herança artística com momentos de convergência cultural, oferecendo um olhar universal simbiótico que vai muito além das fronteiras e divisões geográficas.

Quando se sofre uma imersão na música, arte, literatura e gastronomia do Brasil e da Itália, vemos que juntos marcamos uma bela contribuição para os valores universais.

Como um valor profundo, a família, a comunidade e a tradição ancorado nas identidades comuns de hospitalidade, generosidade e fraternidade, transcendendo o tempo e o espaço.

Temos valores e ideais comuns que nos unem com aspirações universais de amor, conexões familiares e étnicas por meio de uma ponte que nos aproxima a cada dia, apesar da distância física.

Se formos lembrar dos vínculos culturais que nos unem, veremos que essa estreita relação enriquece os dois países, celebrando nossas diferenças e nossas semelhanças, transcendendo fronteiras.

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Ao abraçarmos o Ethos de Brasil e Itália, comemoramos o espírito de iniciativa, criatividade e camaradagem que nos caracteriza, tecendo uma rede profunda marcada pela História, Arte e valores que ultrapassam tempo e espaço.

Se navegarmos nessa teia enorme de interesses e valores comuns, veremos o poder de transformação cultural, econômica e social que vão bem além da proximidade linguística e familiar.

Como descendente de italianos, neste momento relevante da imigração italiana ao Brasil, quero celebrar, por meio deste modesto texto, a riqueza deste intercâmbio, honrando a herança daqueles nossos antepassados que iniciaram esta jornada da ponte étnica em 1874.

Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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