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NYFW: Alaïa, Simkhai, Prabal Gurung e Tommy Hilfiger

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NYFW: Alaïa, Simkhai, Prabal Gurung e Tommy Hilfiger
Beatriz Lima Leal

NYFW: Alaïa, Simkhai, Prabal Gurung e Tommy Hilfiger

A Semana de Moda de Nova York já deu o pontapé inicial nos desfiles de primavera-verão 2025 ready-to-wear nas principais capitais da moda ao redor do mundo. Dos dias 6 a 11 de setembro, a New York Fashion Week traz coleções de marcas não só estadunidenses, mas do mundo inteiro.

O primeiro dia de desfiles foi na sexta-feira (6), com Area, Libertine, Brandon Maxwell, Grace Ling, Collina Strada, Willy Chavarria e Alaïa na programação. Um dos destaques do dia 1 da NYFW foi o desfile da Alaïa no museu Solomon R. Guggenheim. A coleção apresentada foi a de primavera 2025 da marca, inspirada no estilo (esportivo e prático) e na beleza americana.

“Há vestígios do trabalho de grandes nomes da moda americana – Adrian, Halston, Charles James, Claire McCardell. […] Há também um aspecto escultural, nascido das obsessões de Azzedine e das minhas próprias”, diz Pieter Mulier, diretor criativo da Alaïa.

Os simples tops faixa foram acompanhados por saias de babados e calças balonê, em tecidos fluidos e transparentes. Casacos volumosos, vestidos rodados e decotados também fazem parte da coleção. Os tons neutros dominam a coleção de primavera da Alaïa, com alguns toques de rosa, vermelho, azul e amarelo.

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Campillo, Simkhai, Prabal Gurung, Who Decides War, Tibi, Monse, Sergio Hudson, Khaite e Kim Shui tomaram as passarelas da NYFW no sábado (7). O desfile da coleção primavera-verão 2025 ready-to-wear da Simkhai apresentou uma paleta de tons neutros, com preto, branco e cinza, complementados por toques vibrantes de laranja vivo e amarelo manteiga.

A cintura marcada com cintos foi uma característica forte da coleção, enquanto a transparência sobreposta e o uso de tule trouxeram leveza e sofisticação às peças. Plissados, listras, franjas, bordados e florais 3D adicionaram textura e movimento aos looks, e a clássica camisa branca ganhou vida na primavera-verão 2025 ready-to-wear de Simkhai .

O desfile da coleção primavera-verão 2025 ready-to-wear da Prabal Gurung trouxe uma mistura de vestidos fluidos, saias balonê e blazers. Estampas florais coloridas, franjas e plumas adicionaram um toque de leveza e movimento às peças, que tiveram o poá e a transparência como as principais apostas.

Tecidos metalizados complementam a paleta de tons pastel, com destaque para rosa e azul, além dos tons neutros.

No domingo (8), Ulla Johnson, PH5, Off-White, Jason Wu Collection, Sandy Liang, Bach Mai, 3.1 Phillip Lim, Tommy Hilfiger e Eckhaus Latta desfilaram suas novas coleções na Semana de Moda de N0va York. Marcando o seu retorno ao calendário oficial da NYFW, a passarela de Tommy Hilfiger foi na MV John F. Kennedy, uma uma balsa desativada que operou na Staten Island Ferry de 1965 a 2021, e agora está permanentemente ancorada.

A coleção de primavera-verão 2025 da Tommy Hilfiger traz o clássico sportswear americano com influências náuticas e preppy, trazendo camisas listradas largas, suéteres, vestidos estilo marinheiro e calças capri justas, além de camisas, jaquetas e shorts oversized para os homens. A coleção foi complementada com acessórios náuticos, como cintos de corda.

Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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