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Na Praia: conheça os responsáveis pela cenografia do festival

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Na Praia: conheça os responsáveis pela cenografia do festival
Pedro Reis

Na Praia: conheça os responsáveis pela cenografia do festival

Dragões, lanternas chinesas e muita areia de praia no meio do cerrado brasileiro. Essa mistura ousada marca o Na Praia Festiva l, um dos principais eventos culturais do país, que nesta edição de 2024 traz a temática “China”. Além do espetáculo artístico e visual, o festival se destaca pela inovação e sustentabilidade, com a assinatura da Oceano Arquitetura.

Desde 2022, a Oceano é a responsável por tornar o Na Praia um evento “verde”, desempenhando um papel crucial na criação e compatibilização dos projetos arquitetônicos. Em 2024, a empresa trouxe uma proposta inovadora, criando uma dualidade entre a China tradicional e a moderna.

Chinatown e o palco monumental

A vila A&B, intitulada Chinatown, é uma imersão nos pequenos comércios tradicionais chineses, com uso de materiais como madeira, cores intensas, luminosos, neon e lanternas típicas chinesas. Já o palco central, com 30 metros de altura e uma boca de cena de aproximadamente 20 metros, traz a China contemporânea com muita iluminação, LED e efeitos visuais inspirados no skyline de Xangai.

Festival Na Praia (6)
Entrada do festival | Foto: divulgação
Palco Na Praia
Palco Na Praia | Foto: BS Fotografias

“Buscamos inovar ano a ano, pesquisando novos efeitos de luz e tecnologias que podem ser aplicadas ao palco, tornando a experiência ainda mais memorável” , ressalta Mariana.

Festival Na Praia (3)
Foto: divulgação
Foto: divulgação
Foto: divulgação
Festival Na Praia (1)
Foto: divulgação

Sustentabilidade em destaque

A Oceano Arquitetura, em conjunto com a R2 Produções, implementou uma robusta estratégia de sustentabilidade alinhada com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Desde 2017, o Na Praia é reconhecido como o primeiro festival Lixo Zero da América Latina e, posteriormente, como o maior festival Lixo Zero do mundo.

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“Nosso objetivo é criar cenografias que encantem visualmente e sejam sustentáveis. Cada material escolhido e cada estrutura construída refletem nosso compromisso com o meio ambiente e a responsabilidade social, além do nosso compromisso com o belo e a experiência final de quem curte o evento” , explica Mariana Mares Guia, sócia da Oceano.

Diversão para todas as idades

O Festival Na Praia oferece uma mistura de lazer, esporte, natureza, cultura, gastronomia e brincadeiras. Aos finais de semana, há atividades para crianças, como um jardim chinês com lago para mergulho e um espaço de piquenique com oficinas recreativas.

Para os adultos, o festival promove atividades esportivas nas areias e quadras do Na Praia, incluindo uma praia artificial à beira do lago Paranoá. A vila gastronômica, com dezoito restaurantes, oferece uma experiência que vai de frutos do mar a hamburguerias.

Oceano Arquitetura

A Oceano Arquitetura, especializada em cenografia para eventos online e offline, arquitetura comercial, ativações de marca e design de parques temáticos, se destaca pela viabilidade técnica e financeira de seus projetos. A empresa já esteve à frente de importantes projetos cenográficos em várias cidades brasileiras, incluindo o CoMA em Brasília e o Bali Park em Luziânia.

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O escritório é composto por quatro sócios. Mariana Mares Guia, arquiteta formada pela UFMG e com um Master em Architecture and Sustainability na Bélgica, é especialista em projetos comerciais e institucionais. Thalisson Alexandre Silva Mesquita, arquiteto e urbanista pela UniCeub com pós-graduação em Conforto Térmico e Ambiental pela UnB, se destaca no setor imobiliário e em eventos como Na Praia e Carnaval do Parque.

Gustavo de Sousa Vasconcelos Goes, arquiteto e urbanista pela UnB com pós-graduação em Teoria e História da Arquitetura, foca em projetos comerciais e expografia desde 2006. Victor Ricardo Holanda Freitas, formado em Desenho Industrial pela UnB, concentra-se em arquitetura comercial e direção criativa para cenografia de eventos e ativações de marca desde 2017.

Na Praia 2024

O festival, que começou no final de junho tem programação até setembro, vem contando com um line-up variado. Djavan, Jota Quest e Ivete já passaram pelo imponente palco. Enquanto Alcione, Pitty, Pabllo Vittar e Timbalada, ainda estão por vir.

Na Praia 2024 visão aérea
Visão aérea do parque Na Praia | Foto: BS Fotografias

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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