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Na inauguração da Bali BYD, Paulo Octávio sugere fábrica da empresa no DF ou Entorno

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Na inauguração da Bali BYD, Paulo Octávio sugere fábrica da empresa no DF ou Entorno
Redação GPS

Na inauguração da Bali BYD, Paulo Octávio sugere fábrica da empresa no DF ou Entorno

O empresário Paulo Octávio sugeriu ao vice-presidente sênior da BYD no Brasil, Alexandre Baldy, que a próxima planta fabril da empresa chinesa seja em Brasília ou no Entorno do DF. O pedido ocorreu na inauguração da loja da Bali BYD no SAAN, na tarde deste sábado (10) , com a presença de mais de 200 pessoas, entre elas o senador Izalci Lucas (PL-DF), o deputado distrital Jorge Vianna (PSD), o presidente da Associação Brasileira de Proprietários de Veículos Elétricos, Rogerio Markiewicz, e a presidente do Memorial JK, Anna Christina Kubitschek.

“Sabemos que a BYD está investindo em Camaçari, implantando uma fábrica naquela localidade baiana. Então, farei um grande pedido aqui, uma homenagem à Anna Christina Kubitschek: que a segunda unidade da BYD seja aqui em Brasília, no Polo JK, ou em qualquer lugar do Planalto Central, para gerar empregos na nossa região” , disse Paulo Octávio, CEO das organizações que levam o seu nome e que controlam a rede Bali de concessionárias.

Alexandre Baldy e Paulo Octávio exibem a placa de inauguração da concessionária
Alexandre Baldy e Paulo Octávio exibem a placa de inauguração da concessionária Bali BYD do SAAN. Foto: Vanessa Castro

Ex-deputado federal por Goiás e ex-ministro das Cidades, Alexandre Baldy concordou com Paulo Octávio e ressaltou o fato de que o processo produtivo dos veículos elétricos converge para a realidade de Brasília, onde não se pode ter indústrias poluentes. Ele destacou ainda os pilares da empresa em seu discurso.

“A BYD é uma empresa de tecnologia. Na sua frase-mestra global, o objetivo da empresa é reduzir em um grau a temperatura do planeta Terra. Tudo que nós fabricamos, tudo que nós produzimos tem o comprometimento em não emitir carbono, não emitir poluentes. A capital do Brasil é a vitrine para todos. Pessoas de toda parte do mundo a visitam, então, a capital tem que ter essa referência, esse símbolo, esse exemplo. E o país da Amazônia tem que ter na sua capital, que é Brasília, esse compromisso em proteger o meio ambiente” , lembrou Baldy.

Para Paulo Octávio, o fato da Bali e da BYD terem nascido no mesmo ano, em 1995, é um forte sinal de que a parceria tem tudo para dar certo. “Neste mundo globalizado é possível ver uma empresa como a BYD ter este sucesso estrondoso. Entrou no Brasil de forma incisiva, apresentando um resultado enorme. A loja Bali BYD é modelo, está dentro do novo layout, seguindo o design de vanguarda dos automóveis BYD” , ressaltou o empresário.

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A Bali BYD ficou pronta em tempo recorde
A Bali BYD ficou pronta em tempo recorde e oferece conforto e modernidade compatíveis com a marca. Foto: Vanessa Castro

Elogio ao investimento e isenções
Durante a inauguração, o senador Izalci Lucas Izalci Lucas (PL-DF) se disse muito feliz com o investimento feito pelo empresário Paulo Octávio no DF. “Nós precisamos ampliar nossa matriz econômica. E o Paulo é uma referência para a área empresarial. Ele é realmente comprometido com a nossa cidade. Fico muito feliz de ter essa grande empresa aqui. É o futuro do Brasil: investimento, ciência, tecnologia, inovação… Os carros elétricos vieram para ficar” , destacou.

O parlamentar prometeu ainda lutar pela desoneração dos carros elétricos. “Nós estamos agora com a reforma tributária, que é um desafio grande para o consumidor, que é quem paga a conta na ponta. Agora as pessoas estão vendo realmente as consequências disso, inclusive na questão dos carros elétricos. Então, temos que rever muita coisa” , avaliou.

Já o deputado distrital Jorge Vianna revelou que irá propor um projeto de lei, em conjunto com as montadoras e a associação de proprietários , para garantir recarga em espaços públicos. “Não se pode fazer política de comércio sem uma política de estado voltada para dar este suporte. O governador Ibaneis Rocha já tem esta consciência e sabe que trabalharemos para viabilizar não só em Brasília, mas também na saída para Goiânia” , disse.

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Maicon Melo com a mulher, a sogra e as filhas: procura pelo carro elétrico terminou na Bali BYD. Foto: Vanessa Castro

Clientes satisfeitos
O supreintendente da rede Bali de concessionárias, Ildeumar Fernandes, ressaltou que a empresa tem uma história de sucesso e de atenção ao cliente, que a levou à liderança no mercado. “A parceria da BYD seguirá esta mesma trajetória. As tratativas com a empresa foram muito rápidas, assim como a obra. Estamos muito entusiasmados” , comemorou.

O empresário Maicon Melo estava passeando com a família e entrou para conhecer a Bali BYD . Encantou-se com os modelos e decidiu não adiar mais a decisão de adquirir o primeiro carro elétrico. “Ficamos tão impressionados com o automóvel e com o atendimento que recebemos que a gente fechou logo o negócio. O espaço interno é impressionante, além dos inúmeros itens de série. É um carro realmente especial” , comemorou.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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