BRASIL

Julho Dourado levanta a importância de vacinar os pets e prevenir zoonoses

Publicado em

Julho Dourado levanta a importância de vacinar os pets e prevenir zoonoses
Agência Brasília

Julho Dourado levanta a importância de vacinar os pets e prevenir zoonoses

Este mês, um brilho especial ilumina a saúde pública e animal no Distrito Federal. Com o Julho Dourado vem a campanha de conscientização e prevenção das zoonoses, doenças transmitidas de animais para humanos. Em um cenário onde a interação entre pessoas e seus pets é cada vez mais intensa, a iniciativa se destaca pela relevância ao promover ações educativas, vacinas, e cuidados veterinários essenciais.

Entre os cuidados básicos, a imunização regular não só protege os animais individualmente, mas também ajuda a evitar a propagação dessas doenças na comunidade e protege a saúde pública. Com o intuito de zelar pela saúde animal, o Governo do Distrito Federal (GDF) disponibiliza a vacina antirrábica por meio do Centro de Zoonoses do DF , um serviço gratuito disponível nos 15 postos de vigilância ambiental espalhados pelo Distrito Federal.

Para a médica veterinária da Zoonoses Marcelle Farias, as vacinas polivalentes e a vacina antirrábica são essenciais para proteger os bichinhos contra várias doenças contagiosas e potencialmente fatais. “A vacinação é uma responsabilidade que o tutor tem que ter. Não apenas contra a raiva, mas também contra outras doenças, porque as vacinas protegem outros animais e as pessoas no geral”, observa.

Leia Também:  Eleições 2024: restrições do calendário eleitoral começam em julho

A especialista chama a atenção para outras doenças que podem afetar os pets, como a leptospirose – uma entre outras enfermidades que podem ser prevenidas pela vacina múltipla ou polivalente que, embora a rede pública não ofereça, está disponível em redes privadas e é muito importante para a saúde dos animais.

Já as dermatites, otites, erliquioses (causadas por carrapatos) e outras doenças que afetam os bichinhos podem ser evitadas por meio de cuidados gerais, como manter os antiparasitários em dia, promover uma boa imunidade para os animais e proteger os ouvidos dos pets na hora do banho, evitando a entrada de água.

Atendimento e adoção responsável

O Centro de Zoonoses do DF é um órgão vinculado à Secretaria de Saúde do DF (SES) que atua no diagnóstico, observação e recolhimento dos animais doentes, ofertando a aplicação de vacinas e também animais domésticos para adoção.

A instituição trabalha com objetivo de promover também a saúde humana, contanto com programas de prevenção de zoonoses como a leptospirose, febre amarela, febre maculosa e principalmente a raiva.

“Atendemos para observar se o cão está com raiva ou com suspeita de leishmaniose. O tutor leva o animal para fazermos testes e o diagnóstico e, se o animal apresentar sinais de raiva, temos várias abordagens. Uma delas é a observação in loco”, explica Marcelle.

Para acionar o atendimento da Zoonoses, é preciso abrir uma ouvidoria pelo contato (61) 3449-4434 e anexar as documentações necessárias. O anexo de documentos pode ser realizado via WhatsApp ou pelo e-mail [email protected].

Leia Também:  Galeries Lafayette em Paris celebra 130 anos com extensa programação

Além disso, a unidade disponibiliza animais domésticos para adoção responsável, contando atualmente com oito cachorros e um gato. Para adotar, o interessado deve ter mais de 18 anos e ir até a unidade com um documento de identificação. Em seguida é necessário preencher um formulário de responsabilização e, após a análise da documentação, é feita uma entrevista com o possível tutor para que o animalzinho possa ganhar um novo lar.

The post Julho Dourado levanta a importância de vacinar os pets e prevenir zoonoses first appeared on GPS Brasília – Portal de Notícias do DF .

Fonte: Nacional

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

BRASIL

Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

Published

on

O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

Leia Também:  Eleições 2024: restrições do calendário eleitoral começam em julho

Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

Leia Também:  Febraban alerta para nova roupagem em golpes antigos; saiba prevenir

O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA