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Jovem baleada em escola avisou pai: “Vem me buscar, levei um tiro”

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Um tiroteio ocorrido na manhã desta segunda-feira (23/10) na Escola Estadual Sapopemba, localizada na Zona Leste de São Paulo, deixou uma estudante morta e outros três alunos feridos.
Um tiroteio ocorrido na manhã desta segunda-feira (23/10) na Escola Estadual Sapopemba, localizada na Zona Leste de São Paulo, deixou uma estudante morta e outros três alunos feridos.

Um tiroteio ocorrido na manhã desta segunda-feira (23/10) na Escola Estadual Sapopemba, localizada na Zona Leste de São Paulo, deixou uma estudante morta e outros três alunos feridos.


Nesta segunda-feira (23), ocorreu um ataque à Escola Estadual Sapopemba. Emily Vitória, uma das adolescentes feridas durante o trágico evento, recebeu alta hospitalar. A adolescente ligou para o pai e pediu socorro após ser baleada.

Ela precisou de cuidados médicos e sua condição melhorou significativamente. Sua recuperação trouxe um alívio para a família e amigos que acompanharam ansiosamente as atualizações sobre seu estado de saúde.

“Ela me ligou às 7h30 e falou: ‘Pai, vem na escola, que eu tomei um tiro’. E eu [perguntei]: ‘Que brincadeira é essa, Emily?’. Ela [disse]: ‘Não, pai, é sério, eu tomei um tiro, eu tomei um tiro’. Eu desliguei o celular e saí correndo para a escola. Quando eu cheguei, o pessoal estava saindo, porque eu moro perto da escola. O pessoal estava saindo e eu fui na contramão, batendo no pessoal. Comecei a subir a escada e já vi a menina [que morreu] caída no chão, aquela poça de sangue. Aí subi e encontrei a minha filha lá em cima. Ela estava com a mão na barriga, falando que tinha levado um tiro. Eu peguei ela e desci a escada rapidinho. Aí já encontrei com um policial, falei que era a minha filha que eu estava socorrendo. Aí a colocamos na viatura e viemos [para o hospital]”, declarou o pai de Emily à rádio CBN.

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Geovana Bezerra da Silva, de 17 anos, também foi baleada, mas não conseguiu sobreviver. Luzia de Carvalho Silva, a avó da vítima, falou com jornalistas após deixar o hospital. Ela contou que a neta estava feliz por estar fazendo um curso remunerado.

“Ela estudava de manhã e tinha começado a fazer um curso. Foi o primeiro salário que ela recebeu. Ela ficou tão feliz que ia estudar mais. Não tem nem o que falar”, lamentou.

Outra estudante, Fernanda Ribeiro, também foi ferida no ataque. Ela relatou nas redes sociais que foi atingida por dois tiros, mas seu estado de saúde está melhorando e ela está se recuperando bem.


Além dessas vítimas, Gabriel Raimundo Polloni da Silva, de 18 anos, sofreu ferimentos ao tentar fugir do ataque, mas, por sorte, não foi atingido por tiros. Ele já recebeu alta do hospital e está em casa, onde continua seu processo de recuperação.

O ataque à Escola Estadual Sapopemba continua sendo investigado pelas autoridades.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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