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Jogadores do São Paulo viajam ao Uruguai para o velório de Juan Izquierdo

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Jogadores do São Paulo viajam ao Uruguai para o velório de Juan Izquierdo
ESTADÃO CONTEÚDO

Jogadores do São Paulo viajam ao Uruguai para o velório de Juan Izquierdo

Após derrota para o Atlético-MG, no MorumBis, pela partida de ida das quartas de final da Copa do Brasil, jogadores do São Paulo viajam ao Uruguai para o velório de Juan Izquierdo, jogador do Nacional de Montevidéu. Ele morreu na terça-feira (27), aos 27 anos, em decorrência de problemas cardíacos. Ao todo, cinco atletas tricolores partem da capital nesta quinta-feira (29), em direção a Montevidéu. Eles voltam no fim da noite.

Rafinha, Michael Araújo, Wellington Rato, Giuliano Galoppo e Jonathan Calleri irão ao velório do jogador, que sofreu uma parada cardíaca ainda em campo na última semana durante duelo pelas oitavas de final da Libertadores. No duelo com o Atlético-MG, o nome de Izquierdo estava presente na camisa de todos os jogadores são-paulinos. Também foi respeitado um minuto de silêncio no MorumBis.

O capitão Rafinha já havia confirmado a viagem durante entrevista na zona mista do estádio do MorumBis. Desde que Izquierdo foi internado, os jogadores sentiram o impacto. No duelo com o Vitória, no último domingo, o clube já havia feito homenagens ao jogador.

“Não é desculpa porque perdemos, mas atrapalha. Disputamos um jogo há seis dias em que um companheiro de profissão perdeu a vida. É complicado, o clima fica pesado, não tem como tirar da cabeça” , afirmou Rafinha.

A postura dos jogadores do São Paulo – que se mostraram disposto a visitar Izquierdo no hospital Albert Einstein – foi elogiada pelo Nacional . “A questão dos jogadores do São Paulo é gratificante. Desde o primeiro momento estão a postos. Eles queriam ir ao hospital depois do jogo. Somos gratos a eles. Parecem fazer parte do nosso time” , disse em entrevista à rádio Carve Deportiva. Calleri, por exemplo, esteve em contato com o clube uruguaio e se colocou à disposição para ajudar como puder, com os gastos ou outras demandas.

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O uruguaio será velado nesta quinta-feira, na sede social do Nacional na capital uruguaia. O clube também decretou cinco dias de luto com bandeiras a meio mastro e apenas serviços básicos ativos. O traslado do corpo foi feito pela Força Aérea do Uruguai nesta quarta-feira (28). Izquierdo deixa a mulher Selena e dois filhos, uma menina de dois anos e um menino recém-nascido, a apenas 12 dias.

Antes mesmo de confirmada a morte de Izquierdo, o Campeonato Uruguaio já havia sido paralisado por duas rodadas em respeito ao atleta, por iniciativa da Federação Uruguaia de Futebol. A entidade ainda vai comunicar em breve as novas datas dos jogos reagendados referentes para segunda e terceira rodada da competição.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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