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Inmet prevê chuvas e frio para o Rio Grande do Sul neste domingo (23)

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Inmet prevê chuvas e frio para o Rio Grande do Sul neste domingo (23)
Jorge Eduardo Antunes

Inmet prevê chuvas e frio para o Rio Grande do Sul neste domingo (23)

O Instituto Nacional de Meteorologia ( Inmet ) informou que, no decorrer deste domingo (23), o tempo ficará instável no Rio Grande do Sul, com possibilidade de novas pancadas de chuva e a queda acentuada nas temperaturas entre o fim do dia e segunda-feira (24). Há ainda o risco de queda de granizo e rajadas de vento acima dos 60km/h.

No norte do estado, chove forte na manhã deste domingo. E na maior parte do Rio Grande do Sul, o tempo fica seco no decorrer do dia, com temperaturas baixas. Segundo o Inmet, os acumulados de chuva acima dos 50 milímetros (mm) devem atingir a divisa com Santa Catarina e o centro-sul do Paraná a partir do fim do dia, podendo causar alguns transtornos.

As condições climáticas ocorrem devido ao deslocamento da frente fria pelo estado gaúcho. Ainda de acordo com o instituto, a massa de ar frio e seco desloca a instabilidade para o norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná durante a segunda-feira.

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Alertas de inundação
Na noite do último sábado (22), a Defesa Civil do Rio Grande do Sul emitiu dois alertas de inundação para as populações que residem próximas a dois rios que atravessam o estado. Os alertas são válidos por 24h. O primeiro deles é sobre a elevação do rio Jacuí, a partir do município de Cachoeira do Sul. O segundo alerta é sobre uma lenta elevação do rio Uruguai a partir do município de São Borja.

O órgão estadual orienta os moradores de áreas com histórico de alagamentos ou inundações que procurem sair com antecedência das áreas de risco e permaneçam em locais seguros.

O nível do lago Guaíba, na Usina do Gasômetro, no centro de Porto Alegre, às 7h deste domingo, estava em 3,20 metros (m), o que corresponde a 5 centímetros acima da referência de alerta (3,15 m), nesta localidade. O nível do Guaíba ainda está abaixo da cota de inundação, estabelecida em 3,6 m.

A Defesa Civil Municipal de Porto Alegre (RS) emitiu, na tarde deste sábado (22), alerta meteorológico preventivo diante da possibilidade de tempestade (entre 20 e 45 milímetros por hora ou até 55 milímetros por dia), ventos intensos (entre 40 e 70 quilômetros por hora), descargas elétricas e eventual queda de granizo.

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A prefeitura da capital gaúcha informou a população sobre a possibilidade de ocorrerem cortes de energia elétrica, queda de árvores e alagamentos. O alerta diz que as condições meteorológicas podem se prolongar até o fim da manhã de segunda-feira (24).

Diante do mau tempo, a Defesa Civil municipal orienta à população que acompanhe as atualizações da previsão do tempo, se abrigue em local seguro, se afaste de postes, árvores e placas de sinalização e publicitárias, não entre em alagamentos, observe alterações nas encostas e, no caso de necessidade, busque auxílio e abrigo temporário junto a familiares ou na estrutura disponibilizada pela prefeitura municipal.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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