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Incêndio em garagem destrói 90 ônibus em Petrópolis

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Incêndio atinge garagem de ônibus em Petrópolis
Redes Sociais – 09.05.2023

Incêndio atinge garagem de ônibus em Petrópolis

Pelo menos 90 ônibus ficaram totalmente destruídos após um incêndio atingir a uma garagem de veículos em Petrópolis , na Região Serrana do Rio de Janeiro , na madrugada desta terça-feira (9). Segundo o Corpo de Bombeiros, não há registros de vítimas.

Os veículos, de acordo com a corporação, pertenciam a duas empresas de transporte – Petro Ita e Cascatinha – que dividiam o espaço.

Segundo o Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviario de Petrópolis (Setranspetro), há fortes indícios de que o incêndio tenha sido ocasionado de maneira criminosa. Apesar disso, a suspeita não foi confirmada pela polícia e nem pelo Corpo de Bombeiros.

As chamas, que tiveram início por volta da 1h da madrugada, foram controladas, apenas, por volta das 3h20 pelos Bombeiros. As causas ainda vão ser apuradas. Por conta disso, as empresas Petro Ita e a Cascatinha informaram que a atuação deve ocorrer em carater de emergência nesta terça-feira. Os prejuízos ainda não foram contabilizados.

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Nota na íntegra das empresas

“A Petro Ita e a Cascatinha informam que vão operar em caráter de emergência, nesta terça-feira, em razão do incêndio que atingiu uma das garagens das empresas, durante a madrugada de hoje, na Rua Coronel Veiga.

Não houve feridos, mas, diante da proporção e da gravidade dos fatos, ainda não foi possível apurar todos os prejuízos e danos. As empresas esperam apuração rigorosa das causas, porque há indícios de que o incêndio tenha sido provocado.

Um plano de contingência já está sendo elaborado para garantir a prestação do serviço, apuração de informações e adoção de medidas emergenciais.”

Nota da prefeitura de Petrópolis

A Prefeitura de Petrópolis acompanha os desdobramentos do incêndio que atingiu a garagem das viações Petro Ita e Cascatinha nas primeiras horas desta terça-feira (9). A Prefeitura enviou equipes da Defesa Civil, que estão no local e atuam em apoio ao Corpo de Bombeiros. A Guarda Civil Municipal também está no local, em apoio ao trânsito. A CPTrans aplicou serragem na Rua Coronel Veiga e recomenda cuidado aos motoristas, uma vez que houve derramamento de óleo na pista. O governo municipal e a Companhia Petropolitana de Trânsito e Transportes (CPTrans) exigem apuração rigorosa sobre as causas do incêndio.


Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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