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Frente fria chega e mínima é de 1ºC no RS e 16ºC em SP

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Termômetros de São Paulo vão passar a registrar temperaturas cada vez mais baixas com a aproximação do inverno
Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas

Termômetros de São Paulo vão passar a registrar temperaturas cada vez mais baixas com a aproximação do inverno

As cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo devem registrar uma baixa significativa nos termômetros nesta quinta-feira (18). De acordo com o Instituto Climatempo, uma frente fria formada entre Brasil, Uruguai e Argentina vai derrubar as temperaturas de diversas capitais brasileiras, especialmente da região Sul, Sudeste e Centro Oeste. No Rio Grande do Sul, um ciclone extratropical ajuda a derrubar as temperaturas, que terão mínima de 1ºC.

Em São Paulo, a temperatura deve despencar a partir desta quinta-feira (18). O Climatempo prevê que a capital registre a menor temperatura do ano, já que as madrugadas estarão mais frias.

A máxima sai dos 30°C registrados nesta quarta-feira (17) na capital paulista para 19°C nesta quinta-feira. A mínima para a quinta fica em 15°C. O frio continua na sexta (19), com máxima de 23°C e mínima de 14°C.

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As temperaturas devem subir no fim de semana na capital paulista. De acordo com a Climatempo, a previsão é de que sábado terá máxima de 25°C e mínima de 15°C, e o domingo, máxima de 27°C e mínima de 16°C.

Rio de Janeiro

O Rio também terá uma queda significativa nas temperaturas. A quinta-feira deve registrar máxima de 24°C, em contraponto com os 34°C desta quarta. A mínima será de 20°C, com previsão de pancadas de chuva durante o dia.

Com o avanço da semana, a temperatura deve subir gradativamente. A previsão para sexta é máxima de 26°C e mínima de 19°C, o sábado deve registrar até 28°C, com mínima de 18°C, e o domingo pode chegar aos 30°C, com mínima de 17°C.

Ciclone e frente fria derrubam a temperatura no RS

O frio no Rio Grande do Sul começará ainda mais intenso, uma vez que a frente fria virá acompanhada de um ciclone extratropical. De acordo com a Climatempo, nos próximos dias, o estado pode alcançar as menores temperaturas mínimas do ano registradas até agora.

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Em São José dos Ausentes, a temperatura pode chegar a 1ºC na sexta-feira (19). Já em Porto Alegre, as mínimas ficam entre 12ºC e 14ºC até domingo (21).

Além das temperaturas baixas, os pontos mais altos da Serra têm risco de geada na sexta-feira (19), informou o Climatempo.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informou que Bagé, na fronteira do RS com o Uruguai, já registrou sua segunda menor mínima do país na quarta-feira (17): – 10,5ºC. Além disso, emitiu um alerta amarelo de queda de temperatura, válido até às 8h de sábado (20).

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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