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Flamengo sai atrás, vira o jogo e humilha o Vasco no Maracanã

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Flamengo sai atrás, vira o jogo e humilha o Vasco no Maracanã
ESTADÃO CONTEÚDO

Flamengo sai atrás, vira o jogo e humilha o Vasco no Maracanã

Em boa fase sob o comando do técnico Tite, o Flamengo atropelou o Vasco ao fazer 6 x 1, neste domingo (2), no Maracanã, pela sétima rodada do Brasileirão, que marcou a estreia do técnico Álvaro Pacheco no comando do clube cruzmaltino. A goleada sofrida no primeiro jogo em um clube do futebol brasileiro, aumenta ainda mais a pressão sobre o treinador, que terá um longo caminho para colocar o Vasco nos trilhos, ainda mais com o conflito interno entre a diretoria, encabeçada por Pedrinho, e a 777 Partners.

Enquanto o Vasco soma seis pontos em sete jogos e tem a defesa mais vazada do campeonato ao levar 17 gols, o Flamengo se coloca novamente como um dos candidatos ao título brasileiro. O clube rubro-negro parece enfim ter engrenado com Tite e chegou aos 14 pontos. Tem também o melhor ataque, com 13, assim como o Botafogo.

O Flamengo viu o retrospecto sobre o rival aumentar ainda mais. O time rubro-negro não perde do Vasco no Brasileirão desde 2015, quando levou 1 x 0. Nos últimos dez confrontos no torneio, venceu sete e empatou quatro, tendo marcado impressionantes 26 gols e sofrido apenas nove. No geral, foram 423 jogos, com 164 vitórias do Flamengo, 139 do Vasco e 120 empates. O time rubro-negro marcou 564 gols e levou 529. Essa é a maior vitória do time rubro-negro sobre o rival na história. A última vez que aconteceu algo semelhante foi em 1943, quando venceu por 6 a 2 no Campeonato Carioca. A maior goleada geral do clássico é Vasco 7 x 0 Flamengo, estabelecida em 36 de abril de 1931.

Para o duelo, Tite contou com o força máxima, já que seu quarteto do Uruguai não foi convocado por Marcelo Bielsa para o último amistoso antes da Copa América. Outra novidade foi o retorno do zagueiro Fabrício Bruno, que era dado como certo no West Ham, da Inglaterra, mas a transferência acabou não se concluindo nos últimos dias.

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O início do jogo foi de domínio do Vasco. Sob o talento de Payet e a velocidade de Rayan, o time cruzmaltino saiu ao ataque e abriu o placar aos oito minutos. David Luiz e De la Cruz se atrapalharam, Galdames colocou para dentro da área e Vergetti acertou um lindo voleio para fazer 1 x 0.

Quem viu o começo do Vasco, jamais pensou que o jogo tomaria outro rumo e que a derrota fosse uma das mais doídas da história. O time mandante teve chance de ampliar, mas acabou dando campo ao Flamengo, que empatou aos 27. Maicon perdeu a bola dentro da área e a viu ficar com De la Cruz. O uruguaio acionou Arrascaeta, que deixou para Everton Cebolinha acertar um bonito chute de primeira para igualar o placar.

A partir daí, o Flamengo tomou conta da partida e o que era festa virou frustração para os vascaínos. Aos 32, em cobrança de escanteio ensaiada, Everton Cebolinha costurou a marcação e cruzou. Léo Jardim falhou e Pedro tocou de peito para o fundo das redes. Aos 42, o time rubro-negro fez mais um. Cebolinha cobrou escanteio para David Luiz, que, sem deixar a bola cair, fez um golaço.

Antes do intervalo, João Victor fez falta em Everton Cebolinha e acabou expulso. Com um homem a mais, o Flamengo foi mais dominante no segundo tempo e não deixou o Vasco respirar. Aos cinco, Pedro tocou por cima da defesa adversária para Arrascaeta Na cara do gol, o camisa 10 não perdoou.

A goleada só aumentou, muito pelo ímpeto do Flamengo, que não tirou o pé do acelerador. Aos 27, Arrascaeta fez fila na defesa do Vasco e tocou para Bruno Henrique, que chutou com categoria para fazer 5 x 1. O time rubro-negro não parou, continuou martelando o Vasco, que estava desnorteado na partida. Aos 43, Gabigol fez as pazes com a torcida após ser vaiado. O agora camisa 99 recebeu de Wesley para deixar o seu, dando números finais ao embate.

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O Flamengo volta a campo no dia 13, às 20h, para enfrentar o Grêmio, no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ). No mesmo dia, às 21h30, o Vasco visita o Palmeiras, na Arena Barueri, em Barueri (SP).

Outros jogos
Na tarde deste domingo, diante do Criciúma, o Palmeiras jogou bem, mas ainda longe de ser o time feroz e implacável de outros tempos. Foi o suficiente para o Verdão vencer o time catarinense por 2 x 1, gols de Gustavo Gómez e Lázaro. Matheusinho descontou para os donos da casa, em partida válida pela sétima rodada do Brasileirão e disputada no Estádio Heriberto Hülse, em Santa Catarina.

Em Belo Horizonte, na Arena MRV, Atlético-MG e Bahia empataram em 1 x 1. Os gols saíram no segundo tempo. Aos 16 minutos, Hulk cobrou falta e abriu o placar. Ademir, ex-jogador do Atlético, fez valer a Lei do Ex e deixou tudo igual aos 24, em chute de fora da área.

VASCO 1 X 6 FLAMENGO

VASCO – Léo Jardim; Maicon, João Victor e Léo; Puma Rodríguez (Zé Gabriel), Sforza (Paulo Henrique), Galdames, Payet (Praxedes) e Lucas Piton; Vegetti e Rayan (Rossi). Técnico: Álvaro Pacheco.

FLAMENGO – Rossi; Varela (Wesley), Fabrício Bruno, David Luiz e Viña; Allan (Erick Pulgar), De la Cruz, Gerson (Luiz Araújo) e Arrascaeta; Pedro (Gabigol) e Everton Cebolinha (Bruno Henrique). Técnico: Tite.

GOLS – Vegetti, aos oito, Everton Cebolinha, aos 27, Pedro, aos 32, e David Luiz, aos 42 minutos do primeiro tempo. Arrascaeta, aos 5, Bruno Henrique, aos 27 e Gabigol, aos 43 minutos do segundo tempo. CARTÕES AMARELOS – Vegetti e Zé Gabriel (Vasco). CARTÃO VERMELHO – João Victor (Vasco). ÁRBITRO – Braulio da Silva Machado (SC). RENDA E PÚBLICO – Não disponíveis. LOCAL – Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ).

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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