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Filme com Fernanda Torres e Fernanda Montenegro concorre no Festival de Veneza

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Filme com Fernanda Torres e Fernanda Montenegro concorre no Festival de Veneza
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Filme com Fernanda Torres e Fernanda Montenegro concorre no Festival de Veneza

O filme Ainda Estou Aqui, do diretor brasileiro Walter Salles e que conta com Fernanda Montenegro, Selton Mello e Fernanda Torres no elenco, foi indicado para a Competição Oficial da 81ª edição do Festival de Cinema de Veneza . A mostra se inicia em 28 de agosto, e dura até 7 de setembro.

Sendo o primeiro filme com produção Original Globoplay , Ainda Estou Aqui é inspirado em um livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva, sobre sua família, quando um relato de violência vivido pela personagem Eunice (Fernanda Torres) nos anos 1970, que precisa atuar no combate à ditadura depois da prisão do marido, abala as estruturas familiares. O roteiro é assinado por Murilo Hauser e Heitor Lorega.

A indicação do longa para o Festival foi exibida nas redes sociais do Festival de Veneza, na terça-feira (23).

Estamos felizes de ir a Veneza com um filme tão pessoal. A busca da família Paiva se confunde com a luta pela redemocratização do Brasil. Essa sobreposição entre o pessoal e o coletivo é uma das razões pelas quais quis fazer este filme “, explica o diretor Walter Salles. Ainda Estou Aqui também fará parte do Festival de Toronto, que ocorre em setembro.

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Ele completa que Eunice, personagem de Fernanda Torres, é um pilar essencial para a narrativa. “[O filme] nos convida a olhar essa história do ponto de vista de sua mãe, Eunice, uma mulher que teve que se reinventar e romper com os laços patriarcais das famílias brasileiras. O livro e o filme podem ser vistos como um relato sobre a reconstrução de uma memória individual conduzida por essa mulher, que se sobrepõe à busca pela reconstrução da memória de um país, o Brasil”, diz, em nota à imprensa.

É a terceira vez de Walter Salles no Festival de Veneza. Conhecido por seu trabalho em Central do Brasil, que rendeu à Fernanda Montenegro uma indicação ao Oscar, o diretor também esteve presente em 2001, acompanhando a estreia de Abril Despedaçado, e em 2009, quando recebeu o prêmio Robert Bresson, pelo conjunto da sua obra.

Também fazem parte do elenco nomes como Valentina Herszage, Luiza Kosovski, Bárbara Luz, Guilherme Silveira e Cora Ramalho, Olivia Torres, Antonio Saboia, Marjorie Estiano, Maria Manoella e Gabriela Carneiro da Cunha.

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Filmes que foram selecionados para a Competição Oficial do Festival de Veneza 2024:

Ainda Estou Aqui (Walter Salles)

The Room Next Door (Pedro Almodóvar)

Joker: Folie à Deux (Todd Phillips)

Queer (Luca Guadagnino)

Maria (Pablo Larraín)

Campo di battaglia (Gianni Amelio)

Leurs enfants après eux (Ludovic & Zoran Boukherma)

The Brutalist (Brady Corbet)

Jouer avec le feu (Delphine & Muriel Coulin)

Vermiglio (Maura Delpero)

Iddu (Sicilian Letters) (Fabio Grassadonia & Antonio Piazza)

Love (Dag Johan Haugerud)

April (Dea Kulumbegashvili)

The Order (Justin Kurzel)

Trois amies (Emmanuel Mouret)

Kill the Jockey (Luis Ortega)

Babygirl (Halina Reijn)

Diva Futura (Giulia Louise Steigerwalt)

Harvest (Athina Rachel Tsangari)

Youth (Homecoming) (Wang Bing)

Stranger Eyes (Yeo Siew Hua)

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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