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Festival de Gramado: saiba tudo sobre o evento que celebra o cinema nacional

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Festival de Gramado: saiba tudo sobre o evento que celebra o cinema nacional
Yumi Kuwano

Festival de Gramado: saiba tudo sobre o evento que celebra o cinema nacional

A 52ª edição do festival que atrai os olhares para a Serra Gaúcha já tem programação. O Festival de Cinema de Gramado, realizado neste ano entre 9 e 17 de agosto, é referência no cinema nacional, considerado pioneiro em eventos do gênero no Brasil . Nesta edição a curadoria ficará a cargo do ator Caio Blat e dos críticos Mônica Kanitz e Marcos Santuario na mostra de longas-metragens brasileiros, latinos e documentais. Já a mostra de longas-metragens gaúchos terá Leonardo Bomfim como curador.

O evento teve a abertura divulgada nesta semana, e o escolhido foi o novo thriller do cineasta Karim Aïnouz. O longa “Motel Destino”, que estreia em 22 de agosto, será exibido pela primeira vez no Brasil no dia 9. O projeto debutou no Festival de Cannes e foi aplaudido por mais de 12 minutos pelos espectadores. O longa-metragem terá exibição única na noite de abertura do 52º Festival de Cinema de Gramado, 9 de agosto, fora de competição.

Filmado no estado do Ceará, o filme ganhou o nome de um local numa beira de estrada do litoral. O elenco é formado por Fabio Assunção, Iago Xavier e Nataly Rocha, e é uma coprodução Brasil, França e Alemanha.

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Para o curador Marcos Santuario, a escolha reafirma Gramado como vitrine nacional de obras brasileiras consagradas no exterior. “ Karim, com seu filme, mostra um pouco do que o mundo está vendo a respeito do cinema brasileiro. Aplaudindo e premiando. Para nós, é uma honra enorme ter o filme de um dos maiores realizadores brasileiros da contemporaneidade, que é aplaudido e reverenciado em outros festivais importantíssimos pelo mundo, abrindo essa edição do Festival de Gramado ”, afirma.

Já o encerramento, no dia 17, terá uma homenagem ao diretor Jorge Furtado, com entrega do troféu Eduardo Abelin. Logo depois a programação contará com a premiére mundial da nova produção “Virginia e Adelaide”, com assinado por Jorge Furtado, que divide a direção com Yasmin Thayná, estrelado por Gabriela Correa e Sophie Charlotte.

Além da celebração da produção brasileira e gaúcha, o evento ainda inclui uma mostra competitiva de filmes ibero-americanos desde 1992. Outros prêmios para homenagear atores, cineastas e personalidades ligadas ao cinema são o Oscarito, Kikito de Cristal e Cidade de Gramado.

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Como participar

Os ingressos para as sessões, que começam às 18h, estão disponíveis para compra no site ou presencialmente na Gramado Official Store, na Praça Major Nicoletti. Para as sessões de 9 a 16, o ingresso custa R$120 (inteira) e R$ 60 (meia). Para oúltimo dia (17), as entradas custam R$ 270 (inteira) e R$ 135 (meia).

Localização

O festival é realizado no Palácio dos Festivais, na Avenida Borges de Medeiros, no Centro de Gramado. A cidade, conhecida pelo chocolate e produtos coloniais, oferece mais de 200 casas gastronômicas que agradam até o paladar mais exigente. A rede hoteleira conta com cerca de 15 mil leitos para os visitantes.

Entre as atrações, os amantes da natureza podem fazer um roteiro de agroturismo, para explorar a beleza das colônias. Há cinquenta anos, a cidade que a maior infraestrutura turística do Rio Grande do Sul, com belas paisagens sedia um dos mais importantes festivais de cinema da América Latina.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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