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Febre maculosa: vítima foi diagnosticada com dengue e voltou para casa

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Dentista Evelyn Karoline Santos, de 28 anos, foi a terceira vítima confirmada por febre maculosa
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Dentista Evelyn Karoline Santos, de 28 anos, foi a terceira vítima confirmada por febre maculosa

A dentista Evelyn Karoline Santos morreu aos 28 anos de febre maculosa. Ela chegou a procurar um hospital para tratar os sintomas, mas recebeu o diagnóstico de dengue e foi orientada a repousar em casa. Ela morreu na última quinta-feira (8), um dia após embarcar para uma viagem internacional que havia marcado de Dia dos Namorados.

A morte de Evelyn foi confirmada como sendo por febre maculosa nessa terça-feira (13) pelo Instituto Adolfo Lutz, referência na área. Ela foi a terceira vítima da doença em Campinas (SP).

A dentista apresentou sintomas como febre, cefaleia, choque e crise convulsiva logo no início, em 3 de junho. Ela foi internada no dia 7 e morreu no dia seguinte. As três vítimas da doença foram infectadas no mesmo local, na Fazenda Santa Margarida, e apresentaram sintomas dias depois.

O marido de Evelyn, Marcelo Borges, afirmou que foi o primeiro a ficar doente, mas melhorou após ficar dois dias de cama. A esposa, por outro lado, foi a um hospital municipal no domingo (4) depois de apresentar dores nas articulações e febre de 40ºC.

“No hospital, ela fez exame de sangue e a única coisa que deu foi uma alteração nas plaquetas, que estava entre 122 mil e 125 mil. Trataram como dengue e mandaram para casa. Não foi investigado a fundo se era [dengue] mesmo ou não”, afirmou Marcelo ao jornal Metrópoles .

Na segunda (5), Marcelo relatou que ela voltou a procurar atendimento médico, mas dessa vez em um hospital privado. Na ocasião, um dos médicos disse ter “certeza” que Evelyn estava com dengue, mas dois testes foram feitos e deram negativo para a doença, segundo o marido.

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“O médico falou que não era nada alarmante e poderia ir para casa. Eu questionei várias vezes o que poderia ser e a resposta que tive foi: ‘Pode ser muita coisa. Vai para casa e faz repouso'”, acrescentou Marcelo.

Ela decidiu ir a um terceiro hospital na terça (6), mas teve uma convulsão dentro do carro a caminho da unidade de saúde. O marido disse ter feito massagem cardíaca na mulher até chegar no local, onde ela foi internada em estado grave. Dois dias depois, ela morreu.

Além de Evelyn, as primeiras vítimas foram um casal de namorados, uma mulher de 36 anos e um homem de 42 anos. A morte de uma adolescente de 16 anos também está sendo investigada por suspeita da doença.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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