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Faria Lima ganha novo hotel de luxo da rede Preferred Hotels & Resorts

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Faria Lima ganha novo hotel de luxo da rede Preferred Hotels
Fernanda Moura

Faria Lima ganha novo hotel de luxo da rede Preferred Hotels

Com um dos metros quadrados mais disputados do mercado imobiliário, o sofisticado bairro Faria Lima, em São Paulo , acaba de ganhar mais um empreendimento de luxo, o Pulso Hotel . O empreendimento é mais um componente da Preferred Hotels & Resorts , rede com mais de 600 hotéis, resorts, residências e grupos hoteleiros exclusivos em 80 países.

O Pulso, que se une a outros hotéis independentes icônicos da coleção no Brasil, como o Hotel Unique (SP) e o Fera Palace Hotel (Salvador), dispõe de 52 apartamentos de 32 m2 e cinco suites de 64 m2, e se apresenta em um intenso diálogo com a rua.

SAO PAULO, SP, BRASIL – 08.04.2024: Otavio Suriani a frente do painel/obra Mácula de Nuno Ramos (2023) no lobby do Hotel Pulso. (Fotos: Diego Padgurschi / Cidades 21 / Divulgação)

Entre os atributos do novo hotel, a equipe de profissionais e curadores, selecionada pelo CEO Otávio Suriani, aposta em elevar a produção paulistana em arquitetura e design, gastronomia, coquetelaria, artes plásticas, música e espetáculos.

“Décadas atrás, os hotéis eram sinônimo de encontro sociais e culturais. Com o tempo, foram se fechando para o exterior e perdendo esse alcance e sua identidade, tornando-se muitas vezes parecidos entre si”, diz Suriani.”Mais do que uma hospedagem, o Pulso nasce como um destino interessante não apenas para seus hóspedes, mas para todos os paulistanos e também turistas brasileiros e estrangeiros que visitam a cidade”, completa.

O Studio Arthur Casas, uma das principais referências em design do País, foi o responsável pela edificação e pelos interiores de todos os espaços do hotel, incluindo as suítes. O projeto arquitetônico permite acesso sem muros ou gradis, integração do edifício à cidade.

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O mobiliário foi especialmente selecionado para compor os ambientes, incluindo o garimpo de peças raras e antigas.

Já os espaços de lazer, onde estão situados piscina, sauna, academia, área de relaxamento e SPA L’Occitane au Brésil, ocupam um volume envidraçado suspenso com vista para o jardim.

O restaurante principal do hotel, que passa a ser o endereço do Bistrô Charlô, conta com o trabalho do restauranteur que é sinônimo de bom gosto e tradição paulistana. Do lado oposto ao restaurante, à direita do lobby do hotel, Charlô comanda ainda a segunda unidade do Cha Cha, marca que combina as funções de café, boulangerie, rotisserie e empório.

Único bartender a vencer duas etapas em países diferentes do aclamado World Class da Diageo, na Suíça e no Brasil, Gabriel Santana desenvolveu a carta de drinks do Bar Sarau.

Com relação à curadoria cultural e acervo, o hotel conta com um acervo de obras de arte especialmente criado para figurar tanto nas áreas sociais quanto em suas suítes.

Este acervo de mais de 300 itens tem a curadoria de Guilherme Wisnik, arquiteto, ensaísta, crítico e professor livre-docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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