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Expoabra 2024 começa no próximo dia 30 de agosto, na Granja do Torto

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Expoabra 2024 começa no próximo dia 30 de agosto, na Granja do Torto
Agência Brasília

Expoabra 2024 começa no próximo dia 30 de agosto, na Granja do Torto

A partir do dia 30 de agosto, a Granja do Torto vai receber a Expoabra 2024, maior feira agropecuária do Distrito Federal. Com o apoio de R$ 1,9 milhão por parte do Governo do Distrito Federal (GDF), até o dia 8 de setembro, o público terá acesso a uma vasta programação que traz o que há de melhor e mais atual no setor. A expectativa é que o evento receba mais de 150 mil pessoas e movimente aproximadamente R$ 6 milhões em negócios.

A Expoabra é voltada para produtores e empresários do agronegócio, entidades e empresas públicas e privadas, formadores de opinião, estudantes e a comunidade de forma geral. Os destaques desta edição são os torneiros, a exposição de bovinos e equinos, os eventos como o Painel do Agronegócio, que abordará o sistema de agricultura, e a Plenária de Inovação Tecnológica no Agro.

O GDF participa ativamente da feira por meio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF) e das secretarias de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF) e de Turismo (Setur-DF). De acordo com o titular da Seagri, Rafael Bueno, a Expoabra é uma importante ferramenta para troca de conhecimentos e aperfeiçoamento de técnicas.

“Essa é a feira mais importante do DF na temática da agropecuária. É extremamente relevante dentro do processo de fortalecimento do setor. Teremos mais de 670 animais do DF expostos e concursos para mostrar o potencial do gado criado na nossa região. Neste ano, estamos dando um caráter mais técnico para o evento com o objetivo de retomar com força essa atividade no DF, seja na produção de leite ou de carne” , explica Rafael Bueno.

Com o objetivo de apresentar ao público o que há de mais inovador e relevante no setor agropecuário, os participantes terão a oportunidade de explorar conteúdos variados e se atualizar sobre as mais recentes tecnologias do ramo. Além disso, a Expoabra contará com uma programação diversificada que inclui shows de artistas renomados, torneios, feiras e palestras.

“Para além dos shows, que naturalmente atraem a atenção, a Expoabra é um espaço de negócios, capaz de movimentar a economia brasiliense e estimular ainda mais os produtores locais a investir em nossas potencialidades” , afirma o diretor do Parque Granja do Torto (PGT), Fábio Cipriano Chaves.

O cronograma da Expoabra 2024 se estende a toda a família. Além do conteúdo técnico e especializado, a feira contará com áreas destinadas às crianças e uma série de shows com artistas nacionais e locais, proporcionando diversão para todos os públicos. O evento promete celebrar a cultura do agro reunindo conhecimento, negócios e lazer em um só lugar.

“A Expoabra é uma grande parceira do setor de turismo da nossa capital. É uma feira relevante para diversas áreas da nossa economia que reúne o agronegócio. O turismo recebe muitos visitantes com os grandes eventos, que colaboram na promoção dos produtos locais” , completa o secretário de Turismo, Cristiano Araújo.

Na abertura dos shows, no dia 5 de setembro, o palco receberá a dupla sertaneja Maiara e Maraísa, além do cantor local Leon Corrêa. No dia seguinte, o Auto FARM apresenta Frejat e Rubinho Gabba, junto com uma exibição de carros e motos antigas. O Family Day, em 7 de setembro, será animado pela dupla Thaeme e Thiago, Adriana Samartini e um Festival de Balões. Para encerrar o evento, no dia 8 de setembro, a dupla Edson e Hudson se apresentará, seguida por Wilian e Marlon.

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Brasília, a capital do agro
A Expoabra é uma excelente oportunidade para que os produtores brasilienses se atualizem sobre as novidades no setor agropecuário — um segmento da economia brasileira que se destaca por avanços que impactam diretamente o aumento da produtividade. No DF, essa prática tem se mostrado promissora, com uma movimentação de R$ 5,9 bilhões apenas no ano passado, abrangendo a pecuária, a olericultura, a fruticultura, a floricultura, a silvicultura e outras grandes culturas.

Dados da Emater-DF apontam ainda que, atualmente, existem 2.853 produtores de bovinos no DF. Os produtores da área rural do DF são os grandes protagonistas em trazer bons resultados para o Produto Interno Bruto (PIB), uma vez que a agropecuária é um dos setores que mais impulsionam a economia do DF. As atividades desenvolvidas no meio rural abrem as portas para a geração de emprego e renda, e impulsionam a economia local.

A meta de aumentar a produção terá o apoio da Emater-DF, por meio de mais matrizes e estratégias elaboradas pelos técnicos da empresa para o melhoramento genético do rebanho. O sucesso na produção ajudar a aumentar ainda mais os números da atividade pecuária no DF, que atingiram a marca dos R$ 2 bilhões somente no ano passado.

“Nós oferecemos cursos de capacitação aos produtores. Como aqui se trata de uma agricultura familiar, nós ajudamos na tomada de decisão e prestamos assistência técnica com orientações e dados atualizados sobre prospecções e expectativas de mercado” , explica a zootecnista da Emater, Priscylla Germendorff.

No Distrito Federal, quem decide atuar neste ramo encontra um relevo de área plana, o que facilita o trabalho com a produção de pasto. Já o solo, apesar de não ser o ideal para a atividade, é fácil de ser corrigido e adubado. “É muito tranquilo fazer uma correção no solo do Cerrado, sem muitas dificuldades. Além disso, o Centro-Oeste, no geral, é um grande berço de nascentes; então, aqui, temos água de boa qualidade. O fato de a área ser plana também influencia porque evita acidentes com o pasto” , reforça a zootecnista.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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