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Especialista ensina cuidados para manter a pele saudável no inverno

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Especialista ensina cuidados para manter a pele saudável no inverno
Redação GPS

Especialista ensina cuidados para manter a pele saudável no inverno

No inverno, a pele enfrenta desafios específicos devido ao clima seco e frio , que podem causar ressecamento e irritação. A baixa umidade do ar e a queda das temperaturas reduzem a transpiração corporal, fazendo com que a pele perca sua hidratação natural. Além disso, a tendência de tomar banhos mais quentes nesta época contribui para a remoção intensa da oleosidade natural, diminuindo o manto lipídico que retém a umidade da pele.

O GPS|Brasília conversou com a dermatologista Ana Magella, que explicou os passos fundamentais para adaptar a rotina de cuidados para manter a pele saudável e protegida durante os meses mais frios.

A dermatologista explica que em todas as estações do ano é possível manter a pele com boa qualidade desde que se faça os tratamentos adequados e mais direcionados para cada época. “Por exemplo, no inverno é bem mais seco, então precisamos intensificar a hidratação, até nas peles mais oleosas. Importante também lembrar de intensificar a hidratação dos lábios para evitar ressecamento”, recomenda.

Sobre o mito de não precisar usar protetor solar na mesma intensidade, a profissional alerta que o item segue sendo indispensável.

“Durante todas as estações do ano os raios UV incidem sobre a nossa pele, por isso é importante manter a rotina de cuidados com o filtro solar diariamente durante o inverno e reaplicar da mesma forma. Um alerta para quem viaja para lugares de neve: a neve reflete até 80% dos raios UV do sol, aumentando ainda mais o risco de câncer de pele, então reforçar o uso para quem for para neve”, justifica.

A hidratação é fundamental no inverno (Canva Pro)
Dicas

Ana Magella também ensina dicas de cuidados para manter nessa época mais fria do ano, como utilizar sabonete comum somente em partes íntimas e axilas, e no restante do corpo usar gel ou óleo de banho. Sempre passar hidratante após o banho pela manhã e à noite, quando a pele está mais úmida, para melhor absorção.

“Lembrar que loção cheirosa não faz a hidratação adequada, então sempre usar um bom hidratante por baixo se quiser usar loção cheirosa por cima. Aplicar hidratante labial pelo menos três vezes ao dia, vale lembrar que manteiga de cacau não é uma boa opção para hidratar, ela apenas produz um filme sobre a pele por ser uma barreira em óleo, mas não tem potencial hidratante ou regenerativo”, ensina a dermatologista.

Adotar essas práticas e ajustar a rotina de cuidados de acordo com o clima pode fazer uma grande diferença na manutenção da saúde e aparência da pele durante o inverno, garantindo um visual saudável mesmo nas temperaturas mais baixas.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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