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Enfermeiros fazem protesto na área central de Brasília

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Enfermeiros fazem protesto na área central de Brasília
Tiago Fernandes

Enfermeiros fazem protesto na área central de Brasília

Na manhã desta quarta-feira (28), ocorreu no Plano Piloto uma manifestação de enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, organizada pelo Sindicato dos Enfermeiros do Distrito Federal (SindEnfermeiro-DF) . Aproximadamente 500 profissionais participaram de uma caminhada pela área central de Brasília para exigir maior valorização da categoria, além de um reajuste salarial.

Uma das faixas exibidas pelos manifestantes clamava por mais isonomia para os profissionais e mais atendimentos para a população. Segundo Jorge Henrique, presidente do SindEnfermeiro, o principal objetivo da manifestação é corrigir injustiças. “Somos a categoria que mais contribui para o Sistema Único de Saúde e, ao mesmo tempo, a que menos recebe entre as carreiras de ensino superior. Queremos o reconhecimento do governo para que sejamos uma categoria valorizada”, afirmou o presidente do sindicato.

Jorge acrescentou que atender às reivindicações dos enfermeiros seria uma forma de reconhecer o trabalho diário da categoria. “Atualmente, lideramos a política pública de saúde, mas não temos o devido reconhecimento. O último reajuste que conseguimos foi em 2022, mas deixou a desejar, Após isso, o governo se comprometeu a formar um grupo de trabalho para tratar dessas questões junto à categoria, mas até o momento isso não foi feito. Esperamos abrir uma nova mesa de negociação para corrigir essa injustiça”, concluiu.

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Jorge Henrique, presidente do SindEnfermeiro, cobra por condições justas para a categoria | Foto: Tiago Fernandes/ GPS|Brasília
Jorge Henrique, presidente do SindEnfermeiro, cobra por condições justas para a categoria | Foto: Tiago Fernandes/ GPS|Brasília

De acordo com dados de 2023 divulgados pelo Info Saúde, os enfermeiros foram os líderes em consultas de pré-natal. Nos primeiros seis meses de 2024, eles também se destacaram em atendimentos gerais, totalizando um milhão e oitocentos mil atendimentos.

Para realizar a mobilização, os enfermeiros suspenderam temporariamente os trabalhos apenas no dia de hoje, das 7h às 19h.

O protesto começou na sede da Secretaria de Saúde (SES) localizada na 702 norte, passou pelo Palácio do Buriti e terminou na Câmara Legislativa, onde ocorreu uma assembleia da categoria. A manifestação contou com o apoio da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), que acompanhou todo o trajeto e interditou as vias por onde os manifestantes passaram.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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