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Enem 2023: segundo dia de aplicação da prova acontece neste domingo

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Estudantes e pais na Universidade Paulista no bairro do Paraíso
Paulo Pinto/Agência Brasil – 05/11/2023

Estudantes e pais na Universidade Paulista no bairro do Paraíso

Neste domingo (12), ocorre o segundo dia de aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023. Hoje, os participantes terão cinco horas para resolver as provas de ciências da natureza e suas tecnologias (química, física e biologia), e matemática.

Os candidatos que pediram tempo adicional para realizar a prova e tiveram as solicitações aprovadas terão uma hora a mais para concluir o exame, que segue o horário de Brasília.

Hoje, os portões abrirão às 12h e fecharão pontualmente às 13h. O início das provas acontece às 13h30 e os candidatos poderão realizar o exame até as 18h30.

Os estudantes que precisarem comprovar a presença no Enem devem emitir a Declaração de Comparecimento, disponível na Página do Participante, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

🚨 Mas atenção: o documento deve ser impresso pelo aluno e apresentado ao chefe de sala no momento da identificação. Depois da aplicação do exame, o Inep não fornece mais o comprovante de presença.

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Reaplicação

Os que perderem a prova por algum dos motivos justificáveis segundo o edital, como doenças infectocontagiosas ou problemas logísticos, devem solicitar a reaplicação do exame entre os dias 13 e 17 de novembro. Veja aqui como solicitar.

Os que tiverem a solicitação aprovada pelo Inep farão as provas nos dias 12 e 13 de dezembro.

Quando sai o gabarito oficial?

Os gabaritos oficiais dos dois dias do Enem 2023 serão divulgados no dia 24 de novembro. Os participantes deverão acessar a seçã o ‘Provas e Gabaritos’ do portal do Inep e conferir os resultados.

E os resultados?

Segundo o cronograma do Enem, os resultados serão divulgados no dia 16 de janeiro de 2024 e estarão disponíveis na Página do Participante.

Já o espelho da redação, será disponibilizado aproximadamente dois meses após a divulgação dos resultados e também poderá ser consultado no mesmo portal.

O Enem

O Enem avalia o desempenho escolar dos estudantes e se tornou uma das principais portas de entrada para a educação superior no Brasil. As notas obtidas pelos candidatos podem ser usadas para concorrer a vagas no ensino superior público, além de bolsas de estudo e financiamento por meio de programas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

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Além disso, o resultado da prova ainda pode ser usado para concorrer a vagas em instituições de ensino superior estrangeiras que tenham convênio com o Inep, em países como Portugal, Estados Unidos e Canadá. Confira a lista de universidades aqui.

Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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