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Dos pioneiros aos estreantes, confira quem participa do Brasil Sabor 2024

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Dos pioneiros aos estreantes, confira quem participa do Brasil Sabor 2024
Pedro Reis

Dos pioneiros aos estreantes, confira quem participa do Brasil Sabor 2024

Antes de outros festivais importados, o Brasil Sabor, criado por iniciativa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), sempre buscou celebrar a culinária brasileira a preços acessíveis. Já na sua primeira edição, em 2006, contou com a participação de 1.057 restaurantes, distribuídos por 24 estados do Brasil.

Em Brasília , o festival foi ancorado e fortalecido por importantes figuras que ajudaram a construir a gastronomia local. É o caso do saudoso Jorge Ferreira, mineiro de nascimento e brasiliense de coração, que foi dono de 12 bares históricos na cidade, entre eles o Feitiço Mineiro, Armazém do Ferreira, Bar do Ferreira, Bar Brahma, Bar Brasil e Bar Brasília.

Outros nomes como o da Chef Ana Toscano e seu Villa Borghese, Fernando e sua filha Fernanda La Roque e o Carpe Diem, Flávio Leste nos tempos de Villa Tevere e até Mara Alcamim e seus, à época, Zuu e Universal Diner, também fizeram parte dessa trajetória contada através das centenas de pratos e quase duas décadas de Brasil Sabor.

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Pioneiros

Agora, em 2024, do dia 16 de maio a 2 de junho, os brasilienses poderão aproveitar os pratos dos participantes que estão no Festival desde sua criação. Por exemplo, o venerado Chef Francisco Ansiliero, dos restaurantes Dom Francisco da ASBAC e da 402 Sul, que está na cidade desde 1987.

Além disso, também está no line-up a Chef Ticiana Werner, da casa homônima, que recorda a missão da iniciativa. “O Festival Brasil Sabor é crucial para a gastronomia de Brasília, pois valoriza a culinária local e incentiva o turismo gastronômico. Ele destaca ingredientes e pratos típicos, promovendo a diversidade e riqueza da cozinha brasileira na capital” , diz.

Estreantes

Por outro lado, algumas casas estreiam nesta edição e prometem dar novos ares ao festival. Uma delas é o gastrobar de pegada lusitana, Jobim, localizado na 704 Norte, que fez uma proposta de Rosbife de alcatra, servido com molho de mostarda especial, típico dos bares lisboetas.

Outra que participa pela primeira vez é o The Koffie, com seu Tropical Waffles de massa própria acompanhado de banana e abacaxi flambados, sorvete premium latte da Vai Bem e finalizado com raspas de limão.

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Serviço:

Festival Brasil Sabor 2024 – Brasília
Datas: do dia 16 de maio a 2 de junho
Valores: opções de pratos que variam entre R$29, R$49, R$69 e R$89
Restaurantes: mais de 70 casas participantes, dentro e fora do Plano Piloto, que podem ser conferidas pelo site do festival

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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